Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2020

A brutalidade do uso excessivo da força policial contra negros é corriqueira em todo o mundo, sobretudo nos Estados Unidos e no Brasil. Diante de casos que chocaram ambos os países, pode ser citado o recente ocorrido com o americano George Floyd, que foi asfixiado até a morte por um policial branco e o ocorrido com o jovem João Pedro, na cidade de São Gonçalo, que foi alvejado por um tiro em sua residência. Podemos observar que, diante da população carcerária do Brasil e dos Estados Unidos, existe um padrão racial para os prisioneiros, em sua maioria de cor negra. A história da humanidade, portanto,  pode explicar muito bem toda essa situação

Após o fim legal da escravidão no Brasil, não houveram políticas de inserção dos negros na sociedade. Em contramão a isso, começaram a surgir teorias eugenistas de que as pessoas da cor branca eram superiores. Desse modo, iniciaram-se as correntes de imigrações europeias, para embranquecer a população. A elite intelectual e até mesmo política do Brasil se utilizava de correntes como o determinismo de Henry Thomas Buckle e o darwinismo social de Spencer às teorias de Gobineau. Diante disso, a construção do Estado brasileiro não deixou de ser opressiva no período pós escravidão, com a vinda da imigração europeia na tentativa de tornar a população mais branca, por achar pessoas de cor branca superiores.

Um relatório da Anistia Internacional, apontou em 2015 que as forças policiais brasileiras são as que mais matam no mundo. De maneira geral, são homicídios de pessoas já rendidas e alvejadas sem qualquer aviso prévio. Em 2014, 15,6% dos homicídios registrados no Brasil tinham como autor um policial no País. A maioria das pessoas mortas por policiais são jovens e negros, no Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas assassinadas por policiais entre 2010 e 2013 eram homens, 80% negros e 75% tinham idades entre 15 e 29 anos e grande parte dos autores dos disparos não foram punidos.

É possível observar os períodos históricos e entender o vivenciado nos dias de hoje, pois o estado oprime e segrega pessoas de cor negra há séculos. A violência policial observada hoje é o reflexo dos erros do passado, o racismo se tornou institucionalizado, onde as instituições estatais naturalmente segregam os afrodescendentes. Os casos expostos não são os primeiros, só foram filmados e enquanto a política não parar de olhar para a juventude negra, não vão ser os últimos. Sendo assim não há outra saída se não uma mudança social, cabe ao governo a conscientização da população por meio de campanhas e ensino efetivo em escolas a respeito do tema, afim de criar cidadãos responsávei e respeitosos e um Brasil e um muno  mais justo.