Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2020

Em 1525 foi registrado a chegada do primeiro desembarque de africanos escravizados no Brasil e por mais de 300 anos os negros foram comercializados e tratados como mercadorias. Apesar da escravatura ter sido abolida em 1888, ainda há um racismo enraizado na sociedade, manifestando-se de forma violenta e até mesmo letal.

Incontestavelmente o racismo é um modo de pensamento arcaico, denominado pela discriminação às características raciais e sendo comprovado pelo  filósofo Rousseau onde disse que a força fez o primeiro escravo, mas a ignorância os perpetuou. Tal concepção é em consequência, sobretudo, pelos negros serem associados a escravidão, dado que os negros eram considerados mercadoria, tratados de forma desumana e submetidos a punições extremamente violentas. Embora o racismo seja crime desde 1989 ainda há na sociedade, de forma enraizada e subentendida.

Segundo uma declaração feita na ONU, entre 2007 e 2017 mais de 400.000 afrodescendentes foram mortos, principalmente, sob violência policiais, e em sua maioria, sendo vitimas de preconceito racial. Apesar do Brasil ter uma enorme dívida histórica com a população negra, não apresentam formas de reparação, visto que não há justiça social e a desigualdade racial é crescente.

Fica claro, portanto, que independentemente da escravatura ter sido abolida há mais de 100 anos o racismo ainda está presente na sociedade e refletido na vida de milhares de famílias que perderam entes queridos. Cabe ao governo dar apoio ao projeto apresentado na ONU para se criar uma comissão de inquérito para investigar a brutalidade policial nos EUA e em outros países. Além de punir devidamente os policiais e cidadãos que infringirem a lei contra o racismo, para que assim o Brasil possa diminuir, mesmo que vagamente, a desigualdade racial.