Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 01/07/2020

No final do século XVIII, Castro Alves – o “poeta dos escravos” - expressou na literatura brasileira aclamadas críticas as condições desumanas e brutais com que os escravos negros africanos eram trazidos para o Brasil nos navios negreiros. Em síntese, a violência policial contra negros, parte de raízes históricas, afirmando as desigualdades sociais e os preconceitos raciais existentes no Brasil e no mundo.

De acordo com o site UOL, em 10 anos, mais de 400 mil afro-brasileiros morreram no Brasil, vítimas da violência policial. Por conseguinte, a sociedade brasileira vive um Racismo estrutural em que o negro é visto como agressivo e marginalizado uma vez que pela cor de sua pele são correspondidos como uma ameaça à população.

Consoante ao que se retrata na série “Olhos que condenam”, cinco adolescentes negros foram presos injustamente por um crime que não cometeram. Ademais, discriminação racial presente em todo o mundo, acentua-se quando praticada por autoridades de segurança pública, valendo-se da força física ainda que não tenha motivos para tal ação.

Embora a ONU garanta a igualdade entre os povos perante a lei muitos são os desafios a serem combatidos quanto à superioridade branca, incomparável, sob os negros. Outrossim, a morte de George Floyd, asfixiado por um policial até a sua falência, enfatizou que a desigualdade racial está presente na sociedade ao passo que acentua a injustiça.

Portanto, a violência policial no Brasil e no mundo, contra negros, está presente por sua precedência histórica. Dessa forma, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social, em parceria com o Governo Federal, desenvolver palestras nas escolas, por meio de projetos sociais, além de criar leis, a fim de promover ações de combate ao Racismo e assegurar à população negra. Só assim, ultrapassando ações pontuais, será possível minimizar de forma mais efetiva o abismo da violência racial que ainda assola o país.