Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 01/07/2020

A violência policial vem aumentando a cada ano por conta das políticas de morte, fato esse que é denominado pelo filósofo Achille Mbembe como necropolítica, isto é, o uso do poder público para decidir quem vive e quem morre. Desta forma, representante políticos e consequentemente instituições policiais adotam tais práticas que atingem diretamente a população negra.

inicialmente, tem-se a vida como um direito fundamental e universal a ser garantido constitucionalmente pelo Estado. Enxerga-se, portanto, a necessidade de instituições policiais visto que, em tese,  deveriam prezar pela vida. No entanto, elas se autocontradizem, na medida em que são responsáveis por diversas mortes, segundo o IBGE, em 2019, 80% da letalidade policial são negras. Dessa forma, fica evidente nos noticiários, uma vez que, em 2020, um estudante de 14 anos foi morto a tiros dentro de casa em uma ação policial que chega a ser rotineira.

Ademais, chega a ser incontestável que a necropolítica vem sendo adotada, ela fica evidente nas declarações do governador do Wilson Witzel do Rio, que resumiu em entrevista as orientações para a polícia: “mirar na cabecinha e… fogo !”, resultando no que é visto diariamente no Rio de Janeiro, uma sensação que a polícia possui carta branca para matar.

Fica clara, portanto, a necessidade de intervenção do Ministério da Justiça e Segurança, em parceria com ONGs raciais, promovendo cursos obrigatórios na formação policial, por meio de oficinas, de tal forma que seja abordado o racismo e maneiras mais adequadas de abordagem à população negra com participação da mesma. Em adição, o Estado deve desenvolver bonificação aos agentes que não sejam responsáveis por mortes tampouco abordagens violentas.