Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 03/07/2020
No filme de 2018 “O Ódio que Você Semeia”, a protagonista Starr Carter presencia um episódio de violência policial nos Estados Unidos, quando seu amigo, negro e desarmado, é assassinado por um policial branco. De modo semelhante, a população negra brasileira sofre com esse tipo de violência, mesmo os afrodescendentes compondo a maioria dos habitantes. Com isso, o fim da escravidão tardio e o consequente racismo estrutural presente na sociedade são fatores que contribuem para o abuso de poder dos policiais e o aumento de morte dessas vítimas por ano. Primeiramente, o Brasil foi o último país do ocidente a extinguir a escravidão. Ademais, posteriormente, não houve um auxílio na inclusão dos recém-libertos na sociedade, o que explica a maior parte da população de baixa renda ser negra, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse modo, a sociedade carrega os resquícios da escravatura na forma de racismo estrutural, em que se naturaliza hábitos e comportamentos racistas, de forma direta ou indireta.
Outro ponto relevante é a presença desse preconceito racial na ação dos policiais, os quais se utilizam de sua posição superior para amedrontar a população negra, em vez de cumprir sua função de segurança. Assim, há milhares de vítimas dessa brutalidade, como, por exemplo, o civil George Floyd, o qual foi assassinado nos Estados Unidos, em maior de 2020, causando a eclosão de protesto do movimento “Black Lives Matter” no mundo inteiro, inclusive, no Brasil, onde foi ressaltada a morte do adolescente João Pedro, semelhante ao acontecimento americano.
Portanto, a brutalidade policial contra os negros é uma triste realidade mundial, principalmente, no Brasil, em que é sustentada pleo racismo estrutural. Com isso, o Governo Federal, através do Ministério da Justiça, deve garantir os direitos fundamentais de toda a população, por meio de uma reforma no sistema policial. Dessa forma, o episódio vivido pela personagem Starr Carter, não se mostrará tão persente na realidade futura.