Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 03/07/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher o seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável. Contudo, percebe-se a negligência da sociedade no que tange à questão da violência policial contra os negros. Diante disso, nota-se a configuração de um grave problema: o preconceito racial presente nas forças de segurança, em virtude do racismo estrutural e da insuficiência das leis.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que o racismo existe desde a colonização das nações e é refletido na forma com que os negros são tratados, principalmente, pelas autoridades. Antigamente as pessoas acreditavam que existia uma raça superior e que isso determinava as condições de vida dela, assim como os policiais acham que os negros são propícios a cometer mais crimes. No Brasil, por exemplo, 58% dos crimes são cometidos por pessoas brancas - de acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)-, ainda que a maioria da população seja negra. Nesse sentido, as forças policiais agem de modo precipitado e violento em nome das hierarquias sociais racistas, aumentando a desigualdade existente.
Além disso, outro fator que colabora com essa problemática são as falhas na questão legal e sua aplicação, haja vista que, conquanto a Constituição Federal de 1998, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegure a todos os cidadãos que ninguém sofrerá qualquer tipo de discriminação, seja por cor ou por raça, á impunidade a violência policial no país ratifica o contrário. De acordo com uma pesquisa realizada pelo site G1 a polícia mata 82 jovens por dia, e 77% são negros. Desse modo, atitudes racistas e preconceituosas continuam a ocorrer hodiernamente. Assim, é notória a necessidade de uma ação mais efetiva do governo simultaneamente com a sociedade.
Por fim, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse, lavando-se em consideração as questões abordadas. Sendo assim, cabe ao governo federal que o poder executivo elabore um plano nacional de incentivo á prática da igualdade racial e social diante dos policiais, de modo a instituir ações como criar uma ferramenta que permita a fiscalização das ações do agente. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras municipais, governadores e entidades federais que realize eventos de conscientização de que todas as pessoas são iguais, e que não devem ser tachadas de algo apenas por sua raça. Dessa forma, os cidadãos do país terão seus direitos respeitados. Assim, essa importante questão pode ser solucionada.