Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/07/2020

Os departamentos de polícia são instituições responsáveis por garantir a segurança de forma universal. Contudo, o que os noticiários mostram diariamente é a violência policial direcionada à população negra e periférica –segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 75,4% das vítimas de policiais são pessoas negras–, o que incontestavelmente é um problema a ser combatido.  Tal fenômeno ocorre devido ao racismo estrutural da sociedade como um todo, e ao mesmo tempo, a normalização de estereótipos por parte de uma parcela de policiais levando-os utilizar a violência desnecessária contra negros.

A princípio, o racismo estrutural não é um problema exclusivo da polícia brasileira. Consoante com isso, a série norte-americana “Os olhos que condenam", baseada em fatos reais, evidencia tal estrutura racista, uma vez que, os jovens são condenados à prisão sem ter elementos relevantes, a não ser o fato de serem negros. Decerto, essa face do racismo dificulta a busca por igualdade e por emancipação da nação, que não consegue evoluir seu povo, já que marginaliza os negros dentro da sociedade, e os submetem a situações violentas.

Ademais, a normalização de esteriótipos agrava o problema. Conforme Foucalt, as sociedades hegemônicas produzem discursos articulados com interesses dominantes. Por isso, ainda na época colonial, o negro foi associado à imagens negativas como com a de criminosos, justamente pela necessidade da classe dominante de marginalizar esse povo. Por conseguinte, a potência desse discurso, instala estereótipos no imaginário da população e, ainda, incentiva a violência por parte das polícias, que os adota como verdades absolutas e ignoram a questão histórica de formação do povo no Brasil, um país onde 56,10% da população se declara negra de acordo com a PNAD contínua de 2019 .

Portanto, depreende-se que caberá ao Movimento negro, e à sociedade civil como um todo criarem uma agenda de reivindicações por meio de manifestações, a fim de pressionar a classe política, e por consequência, mudar os protocolos dentro da polícia. Sendo assim, tais mudanças devem ocorrer por intermédio de formações e palestras para as corporações policiais, sobre as estruturas raciais brasileiras, com o intuito de gerar um pensamento crítico, reflexivo e empático e de mudar sua abordagem, que deve ser fiscalizada pelo Estados e pela população. Logo, vale ressaltar que o combate ao racismo e a violência contra negros beneficia toda  a sociedade brasileira, e nos leva à uma nação mais igualitária, democrática e solidária.