Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/07/2020

O filósofo Thomas Hobbes, assim como a Constituição Federal, define direito do Estado garantir o bem-estar dos cidadãos. No entanto, percebe-se que essa ordem é negligenciada ao observar que a violência policial contra negros, no Brasil e no mundo, é criterioso pela matança de pretos na sociedade hodierna. Logo, convém analisar não só o racismo estrutural, mas também como a desigualdade racial implicam olhares mais críticos de enfrentamentos.

Infere-se, primeiramente, que o racismo estrutural é o principal responsável pelo número de mortes que crescem exponencialmente quando se fala em violência policial. Dessa maneira, é válido constatar dados do site G1 ao fazer levantamento de que 80% dos mortos no Rio de Janeiro no 1º semestre de 2019 eram negros e pardos. Assim, pode-se afirmar que essa brutalidade não é de agora, pois ela está enraizada na sociedade desde tempos da escravidão no Brasil, o qual negros trazidos da África para o Brasil eram submetidos à condições deploráveis, humilhantes e a trabalho escravo sem remuneração. Concomitante a isso, é repugnante olhar para o racismo estrutural presente desde anos, cujo o tom de pele do indivíduo define quem é, ou não bandido, e tendo, por conta disso, um tratamento diferente.

Sob outro prisma, é a desigualdade racial empregada na conjuntura contemporânea semelhantemente à era colonial. Desse modo, faz-se imperioso entender à medida que durante o Brasil colônia os senhores de feudais(suseranos) tinham domínio e riquezas sobre seus vassalos (negros escravizados), para que estes cuidem de terras daqueles. Concernente a isso, é inadmissível que o preto seja visto com a imagem de que nasceram para prestar serviços a quem tem riquezas e serem marginalizados no corpo social. Nesse sentido, um bom exemplo disso é expor novelas e filmes, nos quais brancos sempre prestam serviços tais como médicos e advogados, enquanto crioulos prestam papeis de escravos e criminosos.

Depreende-se, portanto, que o racismo estrutural em consonância com a desigualdade racial são as assisadas por tanta violência policial contra negros. Destarte, é mister que o Governo Federal, em parcerias públicas, privadas, escolares, e meios midiáticos atuem na disseminação e criação de projetos por meio de investigações severas nas Polícias Federais e Civis, palestras escolares e criação de conteúdo no meio das redes sociais, a fim de visar e extinguir o racismo enraizado nas agremiações, principalmente, nas policias judiciais. Então, essa parceria vai acontecer, de forma que, o Governo Federal financiem todas as outras instituições com recursos provenientes dos royalties do petróleo. Em síntese, essa mazela social tenderá a ser atenuada, os números de óbitos decrescerem até que o pregado pelo filósofo Thomas Hobbes e Constituição Federal seja praticado e respeitado.