Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 03/07/2020

Observando o cenário de violência policial contra negros no Brasil e no mundo percebemos que essa hostilidade está apresentando aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2019, o número de mortes por essa causa cresceu em 33,1%. O Brasil e o mundo tem uma dívida histórica com os negros e seus descentes por causa da escravidão visto que existem reflexos dela na atualidade. A violência policial é uma das que mais mata e agride a população negra.

Na última semana, dezenas de cidades dos EUA foram tomadas por manifestações após um policial branco sufocar até a morte um homem negro. As imagens de George Floyd, 46, algemado e pressionado contra o asfalto com o joelho de um agente de segurança em seu pescoço aos gritos de “Eu não consigo respirar” até perder a consciência giraram o mundo. No Brasil, apesar de a escala de manifestações não ter alcançado o mesmo nível do caso norte-americano, houve forte repúdio da sociedade em decorrência do assassinato do jovem João Pedro, na comunidade do Salgueiro, no Rio de Janeiro. Essas mortes foram o estopim para a população negra se manifestassem contra a brutalidade da polícia.

É mais do que notório que homens negros, sobretudo jovens, são as principais vítimas da violência policial isso é por causa do racismo institucional. O racismo institucional é o tratamento diferenciado entre raças no interior de organizações, empresas, grupos, associações e instituições congêneres, essa desigualdade faz com que muitos negros sofram formas humilhantes de “abordagem policial” por apenas usufruirem de sua liberdade de expressão.

Concluímos, portanto, que a ONU juntamente com os governos dos países devem fazer palestras para os polícias, a fim de que eles possam aprender e respeitar fazendo com que as pessoas negras se sintam seguras. O combate contra o racismo é o caminho de acesso a igualdade entre as raças; não a igualmente meramente formal, mas aquela material, com negros e brancos dividindo os mesmos espaços sem absolutamente qualquer distinção.