Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/07/2020

A discriminação racial sofreu acentuado aumento em decorrência da introdução do tráfico de escravos na economia, de maneira mais abrangente a partir do século XVI. Deste modo, apresenta-se o início do preconceito racial na sociedade, de modo que, ainda se faz presente, contudo, em menor escala. Nesse sentido, observam-se problemáticas em associação com tal forma de preconceito, como a alta taxa de violência policial contra negros, em detrimento aos manifestos que reprendem tal prática.

Dessa maneira, destaca-se o preconceito racial como maior fonte de tal circunstância, uma vez que, inúmeras vítimas da violência policial perderam suas vidas simplesmente por portarem características físicas, como a pele negra. Assim, nota-se que as maiores concentrações de vítimas se encontram nas grandes favelas, ou mesmo locais de classe média baixa, de maneira que o policial dispara arma de fogo em virtude de seu preconceito enraizado. Por esse ângulo, salienta-se o pensamento do escritor brasileiro, Augusto Cury, que evidencia que a descriminação demora horas para ser construída, mas séculos para ser destruída, de modo a exemplificar as necessidades sociais da nação, com relação a desconstrução de tal ideal de cunho preconceituoso.

Ademais, a partir dos avanços sociais, tem se observado significativa queda de manifestações de cunho preconceituoso em diversos campos sociais. Outrossim, registra-se acréscimo na taxa da população agregada a protestos públicos que repelem ações que apresentem intuito de disseminar preconceito. Nessa perspectiva, exemplifica-se por meio das recentes manifestações ocorridas nos Estados Unidos, Reino Unido, Bélgica, Espanha, Portugal, França e Brasil, disseminando como ideal do movimento ‘Black lives matter’, isto é, vidas negras importam. Destarte, segundo o ativista político, Martin Luther King, quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele, de forma a positivar tal posicionamento público a fim de reduzir adversidades associadas a características físicas pessoais, que de modo totalitário, não devem inferir no julgamento do cidadão.

Assim sendo, por ser um problema atual e em desenvolvimento, torna-se necessária a execução de ações que reduzam o preconceito social, sobretudo a violência policial associada a tal ele. Portanto, se faz necessário o apoio do Governo, bem como do Ministério da Cidadania - uma vez que este herdou as funções do antigo Ministério Social - na obrigatoriedade de anexar à formação de profissionais da segurança pública maior atenção sobre preconceito, por meio da quebra do atual paradigma social  de associação de características físicas ao caráter, de modo a incentivar a redução de tais taxas de violência policial. Não apenas, também se torna importante o papel da mídia na restrição da disseminação do preconceito, por meio de campanhas que promovam maior igualdade social.