Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 05/07/2020

Os dois países mais influentes do continente americano, Estados Unidos e Brasil, expressam dados indubitavelmente alarmantes a respeito da violência policial contra negros: nos EUA 25% desse recorte social são vítima da evidenciada agressão, já no país latino americano, esse número ascende para 75%.Não obstante, parte do contingente demográfico reforça esse ato anti-democrático e glamouriza, ainda que silenciosamente, o abuso do poder da própria figura protetorado Estado.Nesse espectro, pode-se constatar que tanto a obsoleta justificativa de que a abordagem policial imprópria reduz a criminalidade, como o contexto social desigual impregnada na sociedade, estimulam a ascensão dessa agressão.

Em primeira análise,é imperioso destacar a pesquisa realizada pelo “G1”,na qual ressalta que nos primeiros cinco meses de 2020, o Rio de Janeiro registrou 741 vítimas da violência policial, sendo que 78% dos negros, apesar de ainda observar uma redução dos índices de alguns crimes no estado. Destrate, nota-se que a impunidade irresponsável impregnada por alguns membros da segurança pública não estabelece relação com a detenção da criminalidade, visto que uma grande parcela dos negros abordados e violentados diariamente não apresentam passagem criminal. Evidenciando o supracitado, há de exemplificar a morte de um negro no Rio de Janeiro atingido por 80 tiros policiais.

Consoante a esses pontos, vale salientar a fala extremamente equivocada  do comandante brasileiro da Rota, afirmando que as abordagens em um bairro nobre paulista deve ser diferente das realizadas na periferia, onde há uma grande parcela de negros. Nesse contexto, é notável que as forças policiais agem em função de hierarquias sociais racistas  e classistas, reproduzindo desigualdades na sua atuação .

Portanto, torna-se claro que a segurança pública, apesar de ser um direito básico constitucional, encontra-se rotulada por comportamentos racistas que afetam  a integridade física e mental da vítima. Diante disso, o Ministério da Segurança Pública com o apoio dos governadores estaduais, deverão implantar psicólogos no ambiente de trabalho policial, de modo que esses profissionais possam avaliar a capacidade mental do policial para exercer a função protetiva com ética e responsabilidade.  Além disso, esse mesmo Ministério e ONG´s internacionais, deverão  viabilizar propagandas que relatem vítimas negros que foram submetidos à agressão buscando sensibilizar a visão do oficial diante do racismo.