Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 06/07/2020
A escravidão foi um período muito complicado para a comunidade negra, já que eram maltratados e vistos como animais, mas mesmo após a abolição da escravatura, em 1887, essa comunidade ainda sofre com as consequências, seja de forma direta ou indireta. O racismo é um dos principais problemas que permanece na sociedade.
Primeiramente, a violência policial é um reflexo de como o racismo se mantém, mesmo sabendo que é errado, as pessoas continuam ligando os negros a bandidos e pessoas más. O ano de 2020 mostrou como isso ainda está presente no nosso cotidiano, como o caso de George Floyd, nos Estados Unidos e que trouxe revolta no mundo todo, mas a violência policial não ocorre somente nos EUA. Em maio de 2020, o menino João Pedro de 14 anos foi morto sem motivo algum, estava na casa dos primos quando policiais invadiram e mataram-o. Albert Einstein dizia que “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito” e isso se aplica ao racismo, já que a comunidade negra sofre com esse problema.
Em segundo plano, durante os séculos XIX e XX, surgiu a “tese do branqueamento”, que dizia que os brancos eram melhores que as outras raças, então os descendentes de negros ficariam cada vez mais brancos conforme as gerações fossem passando. Obviamente isso não deu certo, já que a população negra representa mais da metade dos brasileiros. Segundo o site UOL, entre 2007 e 2017, mais de 400.000 afro-brasileiros foram mortos por meio da violência policial ou descriminação de raça. Isso mostra que 75% dos mortos por policiais são negros, segundo UOL. Outro problema é o fato de que os negros tem 53% a menos de chance de conseguir um emprego do que um branco e quando consegue, corre o risco de ganhas R$1,2mil a menos.
Em suma, algo tem que ser feito para minimizar a violência policial. O Ministério da Educação poderia fazer um projeto de lei que seria entregue ao parlamento obrigando as escolas a darem, pelo menos, uma aula na semana sobre educação racial, ensinando aos alunos que todos são iguais, independente da cor da pele. Mas essas aulas devem ser complementadas dentro de casa, com a ajuda dos pais, que ensinariam como tratar o próximo, sem que haja descriminação. Espera-se com isso, uma sociedade mais pacífica, sem que pessoas morram pelo seu tom de pele.