Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 10/07/2020
Os recentes casos do brasileiro Evaldo Rosa e do norte-americano George Floyd, ambos negros e mortos por policiais, representam um problema enraizado na sociedade global: o racismo e suas consequências. O antigo pensamento torpe de uma hierarquia racial e sua representação através da violência, com apogeu na escravidão, deixaram sequelas sociais e são estorvos ainda presentes na sociedade atual. Logo, é evidente que essa violência direcionada é resultado da má formação e conduta de policiais, no Brasil e no mundo, e do racismo institucional, devendo ser combatida.
O racismo institucional é a manifestação do preconceito por parte de instituições públicas ou privadas, do Estado e das leis que, de forma indireta, promovem a exclusão ou o preconceito racial. Há muitos casos desse tipo específico de racismo dentro da sociedade, como a imagem racial estereotipada, a dificuldade da população negra de obter emprego remunerado e promoção profissional, e as formas de abordagem de policiais contra negros, que tendem a ser mais agressivas que as contra pessoas “não negras”. Portanto, quando analisamos a questão da violência policial direcionada aos negros, tal ato representa uma mudança no tratamento entre duas pessoas com cor de pele diferentes - branco e negro -, sendo uma pessoa tratada com tolerância e respeito - de acordo com a situação - e a outra com ignorância e brutalidade desnecessária.
Outro ponto que também influencia na violência policial contra os negros é o falho sistema que forma quem possui a função de proteger os cidadãos, mas que muitas vezes comete erros em operações e prejudica a população inocente. Tal ação é consequência da falta de preparo e deficiência psicológica destes policiais, porque o método de ensino não lhes fornece as instruções de como agir sem que haja mudança na postura ou quaisquer diferenças pelas características do abordado. Porém, ao contrário da utópica projeção, a realidade é deprimente, pois contém inúmeros casos de policiais acusados de injúria - principalmente racista -, abusando do seu “poder” para fazê-la sem muitas preocupações. Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), pretos e pardos representam 78% dos mortos por intervenção policial no Rio de Janeiro em 2019, dado que comprova a grave situação interna na polícia brasileira e no preparo dos profissionais da área.
Em suma, todos os governos e organizações internacionais, como por exemplo a Organização das Nações Unidas (ONU), devem mudar o sistema de formação e garantir que nenhuma pessoa seja violentada por policiais apenas pela quantidade de melanina de sua pele, apoiando as manifestações anti-racistas e promovendo medidas e campanhas que auxiliem a causa, a fim de minimizar violência contra os negros e garantir a todos, sem exceção, o direito da segurança.