Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/07/2020

Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.

Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de atos violentos, de policias, contra negros. Um exemplo disso, é o elevado número de cidadãos negros assassinados em 2017, cerca de 65 mil indivíduos, devido ao racismo presente na nossa sociedade. Neste sentido, o sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.

Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de leis que punam rigorosamente policias que cometerem atos violentos contra cidadãos negros, por conta de discriminação racial, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.

Logo, é necessário que o governo elabore leis rígidas que punam policias que cometerem atitudes racistas, por meio de uma maior autonomia do ministério da justiça, com o propósito de acabar com a violência policial causa pelo racismo. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre o dever social que todos devem ter com a comunidade negra no país. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de valorizar a comunidade negra. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.