Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/07/2020

“Diversão hoje em dia não podemos nem pensar, pois até lá nos bailes eles vem nos humilhar, fica lá na praça que era tudo tão normal, agora virou moda a violência no local, pessoas inocentes que não tem nada a ver, estão perdendo hoje o seu direito de viver”. No trecho da música Rap da felicidade -  do Cidinho e Doca, é notório a crítica dos artistas em relação à violência policial, tal problemática é vivenciada diariamente, principalmente, pelos negros no Brasil e no mundo. Esse panorama, vigente na contemporaneidade é devido, mormente, pela manutenção da mentalidade de superioridade racial e pelo mito de democracia racial. Diante disso, é necessário medidas para reverter o atual cenário.

A respeito disso, convém, primordialmente, relembrar que durante muitos séculos os negros foram vistos como seres inferiores, pela visão dos brancos, a qual baseavam em explicações “biológicas” como justificativa para a “inferioridade” e conseguinte para a escravidão. A escravidão, chegou ao fim de acordo com cada pais, no Brasil, foi determinado o término no ano de 1888, através da Lei Áurea. Contudo, mesmo com vários estudos feitos que comprovam que todos são iguais, é evidente que ainda existam indivíduos que acreditam na superioridade racial, dentre eles, alguns, policiais que através do poder apropriam da violência contra negros, de forma imprudente e desumana.

Ademais, é importante considerar, em segundo plano, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual enfatiza que todos são iguais perante a lei. Porém, na prática é evidente que a democracia racial é um mito, visto o grande número de práticas racistas existentes hodiernamente, um exemplo disso é a  onda de protestos que iniciou em 2020 em diversos países, sendo que uma das principais causas da euforia da população é a violência policial contra os negros, que, muitas vezes, levam à morte. Diante disso, é notório que a uma visão pré concebida - negativa e não fundamentada, baseada na cor do indivíduo, tal situação exige mudanças, para que assim haja probabilidade de haver uma democracia racial.

Levando-se em consideração o que foi abordado, é necessário que o Ministério da Educação, via escolas, criem, por meio de verbas governamentais, rodas de debates nas instituições de ensino, com a finalidade de discutir sobre o passado escravocrata e ensinar aos discentes que não existe superioridade racial, além de estimularem à não aceitarem a normalização do racismo na sociedade, assim estes crescerão e lutará para a obtenção de uma democracia racial e repugnarão a violência contra negros. Além disso, é mister que o Poder Executivo, crie leis que criminalizem a violência policial contra os negros, assim a onda de violência diminuirá e com ela o número de indivíduos mortos pelo racismo.