Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/07/2020

Em 2019, Evaldo e sua família, todos negros, foram alvo de 80 tiros oriundos de policiais militares. Entretanto, apesar de brutal, esse episódio não foi o suficiente para mudar o cenário alarmante do Brasil, que mostra o crescente número de casos de violência contra a população negra. A respeito disso, a banalização desses eventos e a impunidade dos agentes de segurança são fortes catalizadores do fenômeno citado.

Acima de tudo, é fato que o racismo está inserido nas ações de todos os cidadãos brasileiros. Além disso, segundo o documentário “Guerras do Brasil.doc”, um negro é assassinado a cada 23 minutos. Logo, ainda que haja múltiplas ocorrências da violência em questão, o caráter racista da população torna-as banais. Assim, inviabiliza-se a mitigação dos casos, pois não existe demanda por justiça por parte da sociedade.

Ademais, a leveza na punição dos indivíduos que praticam a agressão possibilita o aumento no número de ocorrências. Nesse contexto, de acordo com o canal informativo G1, os responsáveis pela morte de Evaldo foram soltos, após um mês e meio de prisão, pelo Superior Tribunal Militar. Desse modo, a impunidade exercida sobre o sistema de segurança pública fornece um sentimento de poder aos policiais, que motiva-os a cometer atos racistas, e, consequentemente, aumenta a frequência desses incidentes.

Em suma, cabe ao Poder Judiciário impor punições adequadas em casos de violência contra os negros e atribuir mais visibilidade às ocorrências. Essas medidas serão realizadas por meio de uma fiscalização rígida sobre os processos jurídicos por parte de agentes públicos anti-racistas, além de oferecer à população todos os dados sobre os episódios. Isso permitirá que os cidadãos tenham consciência sobre assuntos raciais vigentes no Brasil. Por fim, tais medidas têm o objetivo de erradicar o número de negros violentados no país para que nenhum deles sofra somente pela cor de sua pele.