Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 06/07/2020
No dia 25 de maio de 2020, George Floyd, um afrodescendente norte-americano, foi assassinado por policiais em Minnesota, nos Estados Unidos. Outrossim, a morte de Floyd foi um ato de negligência e preconceito dos oficias, que não permitiram ao homem que se posicionasse sobre o assunto. A fim de lutar por justiça a respeito da morte de George, e de outros pretos que são mortos injustamente, uma onda de manifestações antirracistas se espalhou não apenas pelo território norte-americano, mas por todo o planeta. Acerca dessa lógica espera-se que o cenário da população negra no mundo mude para melhor. Em decorrência da marginalização do negro depois da abolição da escravatura e do consequente racismo estrutural, a violência policial contra negros está presente em contexto mundial.
Sob esse viés, é de fundamental importância discutir a problemática da marginalização dos negros, que é reflexo da falta de apoio dada aos ex-escravos e suas famílias após a abolição. Nesse contexto relativo ao Brasil, a assinatura da Lei Áurea, que garantia liberdade para os escravos de maneira imediata, que aconteceu em 13 de maio de 1888, trouxe graves consequências para aqueles que foram libertos. Em verdade, o Estado não criou condições para que os trabalhadores vulneráveis tivessem acesso às terras ou ao mínimo de recurso para uma vida digna, o que resultou em falta de oportunidades para eles e em um agravamento da desigualdade racial. Por conseguinte, a maior parte dos negros mora em favelas, estão desempregados e não tem acesso à educação, sendo vítimas da ideologia racista, que parte também dos oficiais do governo.
Outro aspecto relevante é o racismo institucional, definido pelo tratamento diferenciado entre raças no interior de organizações, em suma, é privilegiar um em detrimento do outro, sem qualquer respaldo legal. No que concerne ao órgão criminalista de diversos países a discriminação racial está presente de maneira descarada e sórdida. Deveras, dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que 80,3% dos mortos em ações da polícia no primeiro semestre de 2019 no estado do Rio de Janeiro eram negros ou pardos. Logo, percebe-se uma contradição na qual um órgão responsável por assegurar a segurança dos cidadãos, promove o medo e tira a vida de pessoas que muitas vezes são inocentes.
Nessa conjuntura, para que ocorra uma mudança no Brasil a respeito do assunto tratado, é necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria ao Ministério da Educação, promova projetos nas escolas que tratem da importância de combater o racismo. Ademais, essas propostas deverão envolver palestras, aulas e dinâmicas que despertem nos alunos a vontade de participar da construção de um mundo mais igualitário. Dessa maneira, o ideal antirracista estará presente na formação dos cidadãos e evitará que situações como as citadas voltem a ocorrer.