Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 06/07/2020
De acordo com a Constituição Brasileira, em seu Artigo 5, todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Mas não é bem assim que as coisas têm funcionado, afinal, historicamente os negros foram marginalizados de tal maneira que as repercussões de tais atos reverberam até os dias de hoje na forma do preconceito racial, despertando vários movimentos importantes e necessários buscando justiça, como o Black Lives Matter (BLM). De certo, esse status quo do preconceito é algo que não pode continuar.
Segundo Jesse Souza, esse preconceito enfrentado hoje (mesmo que diversas vezes mascarado na forma da dominação dessa classe por meio da exploração do capital) tem origens históricas. Os negros têm uma história de preconceito, apartheid e resistência no mundo todo. Além disso, essas pessoas foram escravizadas no passado, quando foram trazidos do continente africano por navios negreiros e levados para várias colônias europeias para trabalhar na agricultura em grandes fazendas sem direitos e liberdade, afetando suas vidas até os dias de hoje, pois “condenou” a maior parte dessa parcela da sociedade a marginalização nas periferias, bem como a buscarem outras saídas da pobreza e da sua exclusão social, como a criminalidade.
Nesse sentido, de acordo com o Jornal Correio Braziliense, foi circulado um vídeo em que um PM agredia um negro morador de rua com cassetetes e pedradas, e isso em meio aos levantes nos EUA conhecido por Black Lives Matter, depois do negro americano George Floyd ser brutalmente assassinado por um policial. Contudo, mesmo estando a tona as manifestações contra o racismo, essa brutalidade contra os negros vem acontecendo diariamente nos dias atuais, algo que precisa mudar urgentemente pois todos são iguais perante a lei.
Em conclusão, esse preconceito vem gerando muita repercussão no mundo todo, mas não é algo fácil de concertar porque isso é algo da pessoa, a população precisa mudar seu jeito de pensar e parar de diminuir uma pessoa somente pela cor da pele. No entanto, também é preciso investir para mudar as vidas dos próprios marginalizados, com o governo melhorando a educação pública, e disponibilizando moradias mais dignas que as favelas. Bem como o Judiciário precisa desenvolver e aplicar sanções mais severas para aqueles que agem de maneira preconceituosa, além de tornar os policiais responsáveis pelos seus atos brutais contra os negros pois ninguém está acima da lei.