Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/07/2020

George Floyd foi morto brutalmente por um policial branco nos Estados Unidos, com a justificativa de que estaria supostamente ‘‘comprando um produto com uma nota falsa’’. Por se tratar de um crime tão insignificante e sem qualquer tipo de provas concretas, a ação do policial, teve na verdade uma finalidade, bastante simples: atacar um homem negro, provavelmente por já ter em sua mente uma imagem preconstituída de que um indivíduo negro tem maior potencial na realização de crimes, visão essa totalmente deturpada por parte do policial.

Como ponto primordial, vale ressaltar que esse tipo de agressão racial sempre foi bastante comum em diversos países do mundo, incluindo o Brasil. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, 75,4% das pessoas mortas pela policia no país são negras, essa afirmativa pode ser exemplificada com o caso de João Pedro, adolescente de 14 anos, morto pela policia, com um tiro de fuzil, enquanto brincava com os primos na casa da família.

Ademais, pode-se concluir que os agentes que deveriam estar preparados para proteger a população, mostram-se completamente incapacitados, inclusive psicologicamente, para desempenhar sua atividade, de forma eficaz e eficiente. Na visão desses oficiais, um negro jamais poderá ser livre o suficiente para brincar, andar na rua ou dirigir um carro de luxo, pois essa liberdade só seria dada a pessoas brancas.

Diante disso, para mostrar a sua revolta e indignação, o povo deve se manifestar por meio de protestos pacíficos, com a ajuda de empresas privadas e setor público, em uma união de esforços, na tentativa de sanar o problema. Dessa forma, a conscientização, mostra-se como a única maneira de diminuir as diferenças raciais, pois percebe-se que o racismo no país e possivelmente no mundo é estrutural, ou seja, grande parte da sociedade coloca esse grupo racial em uma posição inferior a de indivíduos brancos.