Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/07/2020

No filme de terror “Corra!”, ao decorrer da trama o personagem Chris vivencia diversas situações de racismo na casa dos pais de sua namorada. Ademais, fora das telas a violência é a mesma, porém em conjunto de parte da população e parte dos vigilantes, instituição que deveria proteger seus cidadãos. Em suma, grande parte da violência policial contra pardos é proveniente do discriminação estrutural existente contra estes indivíduos, e, também devido a ineficiência do Estado em formar profissionais treinados.

A priori, a abolição da escravatura ocorreu apenas em 1888 após a sanção da Lei Áurea pela princesa Isabel. Por conseguinte, o Brasil sempre possuiu uma estrutura social que possibilitou o segregacionismo e, permitindo que ele adentrasse, até mesmo, na Associação Policial, visto que, segundo o Fórum de Segurança Pública 75% dos mortos pela Polícia eram afrodescendentes. Dessa maneira, este grande número de mortos, evidencia a grande incidência de racismo em ocorrências contra indivíduos de pele escura, que é gerado pela estrutura social que o torna possível.

Além disso, segundo dados apontados pelo IBGE, 76% dos pobres no Brasil são negros e, dessa forma, uma grande parte desses indivíduos vivem nas favelas, conforme a organização social TETO Brasil 70% dos moradores das favelas são pardos. Assim, como as comunidades são alvo de diversas de operações contra o tráfico, muitos vigilantes despreparados adentram as favelas, fazendo com que diversas mortes ocorram de maneira injusta pelas mãos dessa corporação. Então, evidenciando o  despreparo por parte do Estado em formar profissionais capacitados.

Portanto, o despreparo da entidade policial causa diversos problemas na sociedade, principalmente para a população negra. Logo, o Ministério da Justiça e Segurança pública, deve formar profissionais qualificados para exercerem suas funções,por meio de cursos de preparação obrigatórios de diversas áreas e, aulas sobre racismo estrutural para policiais formados e inciantes. Nesse sentido, fazendo com que eles estejam cientes sobre o racismo estrutural, diminuindo a violência Estatal contra negros.