Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/07/2020

A partir do século XV, houve o inicio da escravidão, uma prática social da época na qual um ser humano assume propriedade sobre outro designado por escravo, ela foi imposta por meio da força e em sua maioria os negros que sofriam de tal ato cruel. Tendo como base essa perspectiva histórica, é notável que, nos dias atuais, o pensamento escravocrata permanece na sociedade, o que faz com que o racismo e, consequentemente, a violência policial contra os negros sejam parte da realidade brasileira, gerando um grande número de óbitos dessa população. É válido, portanto, avaliar as causas e consequências de tal violência que é resultado de um longo histórico racista.

Em primeira análise, vale ressaltar a causa do elevado número de mortes da população afrodescendente, sendo ela o racismo. Na música “Capitulo 4 Versículo 3” produzida pelo grupo Racionais MC’s, são apresentados dados estatísticos sobre mortalidade e acesso à educação superior de pessoas negras e aborda questões intrínsecas à realidade brasileira e que tiveram poucas melhorias nas décadas seguintes. Dessa forma, o grupo de rap paulista, introduz dados com a intenção de mostrar a realidade vivida pelos pretos, em que 60% dos jovens de periferia, nos quais não possuíam antecedentes criminais sofreram violência policial e a cada quatro pessoas mortas pela policia, três são negras.

Em segunda análise, o trecho do inciso III do artigo 5 da Constituição garante que “ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. Todavia, a violência sofrida pelos negros, por parte da polícia no Brasil e no mundo, mostra que essa não é a realidade. Sob esse viés, o sociólogo Florestan Fernandes afirma que a miscigenação brasileira cria uma falsa concepção da resolução da questão racial no Brasil, ao ocultar a imposição de valores brancos sobre os negros pela erronia ideia de democracia racial. Nesse sentido, mesmo garantida pela lei, a integridade fisica e moral de pessoas pretas não é efetivada já que a violência contra essas pessoas e naturalizada pela persistência de formas modernas e ocultas de um discurso racista.

Em suma, o Ministério da Educação deve promover aulas e debates sobre assuntos atuais com a presença de historiadores e sociólogos que analisem de melhor forma a questão racial no Brasil e suas consequências, promovendo uma reflexão sobre a necessidade do combate ao racismo. Isso pode ser feito, por meio da mudança da grade curricular dos alunos, a fim de conscientizar desde a infância sobre a necessidade da igualdade de tratamento entre todas as etnias brasileira, para que situações de violências policial contra negros possa ser minimizada.