Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 06/07/2020
João Pedro, menino negro, foi assassinado durante uma operação policial no Rio de Janeiro, em 2020, enquanto brincava com seus primos dentro de casa. Esse cenário, demonstra o racismo estrutural presente no Brasil e no mundo, que reflete em acontecimentos como a discriminação e a violência física e verbal, tanto pelos cidadãos, quanto pelos gestores da segurança pública que deveriam ser os responsáveis por garantir a proteção de toda a população.
Em primeiro lugar, observa-se que a herança da escravidão presente na atualidade se deve a falta de políticas públicas de inserção do negro na sociedade após a abolição da escravatura. Nesse cenário, o racismo controla a conduta de funcionamento de todas as instituições, tendo em vista que 75% dos mortos pela polícia brasileira são pretos, de acordo com o fórum brasileiro de segurança pública. Sendo assim, percebe-se a negligência e o negacionismo Governamental quanto a população preta.
Em segundo lugar, ressalta-se a morte de George Floyd, nos Estados Unidos, no primeiro semestre de 2020, por um policial branco. O homem, negro, foi morto mesmo após estar dominado no chão. Por conseguinte, esse acontecimento desencadeou o movimento ativista conhecido como “Black Lives Matter”. Posto isso, nos EUA, os protestos resultaram em propostas de mudanças legislativas que responsabilizam ações criminais de policiais, reduzindo a proteção dos agentes. Tendo em vista essa mudança, torna-se necessário que outros países adotem posturas para que haja a devida punição aos agentes infratores.
De acordo com o exposto, pode-se concluir que é necessário a criação de políticas públicas de proteção ao negro, devido ao racismo presente no mundo. Portanto, cabe ao governo federal-órgão responsável pela segurança pública- estabelecer leis e punições, por meio de decisões judiciais, para quem for contra as leis de proteção e respeito, a fim de garantir uma sociedade mais igualitária e livre de racismo.