Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/07/2020

O longa-metragem “Luta por Justiça”, do diretor Destin Cretton conta a história do advogado Bryan Stevenson, que assume o caso de Walter McMillian, condenado a morte por assassinato, apesar das evidências que comprovam sua inocência. Ao longo da trama, Stevenson encontra racismo e manobras legais enquanto luta pela vida de seu cliente. Tal obra ainda se apresenta como um retrato social, que assemelha-se com parte da população brasileira, haja visto o racismo ainda presente na sociedade e o  consequente desrespeito dos policiais com cidadãos negros.

Ademais, é importante destacar o período colonial brasileiro, que contou com a vinda de escravos africanos para auxiliar na exploração das terras recém descobertas. Dessa forma, a população negra era vista de maneira bestializada, como animais de trabalho braçal, serventes à população branca. Sendo assim, mesmo após a Lei Áurea, o racismo presente naquela sociedade perdurava, e segue até os dias atuais. Logo, este racismo estrutural condena a civilização a ver o negro de maneira preconceituosa, como se fossem parte da escória da população, sempre propensos à seguir caminhos ilegais. Nesse sentido, a ilegalidade do trabalho é também uma consequência da segregação que este grupo enfrenta, obrigados a procurar por oportunidades errôneas, já que a sociedade não o oferece auxílio o suficiente.

É importante destacar a música “Fuck The Police”, do grupo musical N.W.A., que retrata a perseguição dos policiais em relação à população negra. Dessa maneira, o grupo, composto em sua totalidade de negros, relata a crueldade e racismo sofrida por pardos nas mãos de oficiais da lei, em que uma criança negra é vista como ameaça imediata, enquanto um jovem branco passa despercebido, mesmo em situações diversas. Pode-se citar o caso da criança de 9 anos Ágatha Felix, morta à tiros por policiais dentro do carro dos pais, em que os responsáveis pelo falecimento da vítima alegam que o ato fora um mal entendido, porém claramente uma ato preconceituoso e inconsequente.

Em suma, urge que as mídias sociais trabalhem a sensibilização da sociedade contra violência policial à comunidade negra. Para isso, devem ser feitos anúncios de grandes emissoras televisivas contra o racismo e também a exibição de palestras mensais, com vítimas dessa infortunidade, lideradas profissionais negros especializados no assunto. Cabe também às academias policiais trabalharem na formação de seus empregados, de forma à monitorar os históricos de agressividade de seus profissionais e puni-los de forma à tirar seu certificado e proibi-lo de exercer a profissão em qualquer outra localidade, caso algum incidente causado pela intolerância do oficial seja notificado. Portanto, somente com tais medidas a sociedade poderá dar um passo adiante à igualdade.