Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/07/2020

Decorrente de uma sociedade escravagista instaurada mundialmente, o racismo não teve abolição, mesmo com a criminalização deste ato em 1988 no Brasil, bem como a instituição da 13° Emenda nos Estados unidos, a qual acabava com a escravidão no país. A relação exclusiva que põe como critério a cor da pele, se acomodou na abordagem policial como reflexo do pensamento motivado pela sociedade, tornando-se então uma problemática estrutural.

O biopsicólogo Francis Galton, em estudo, diz que a natureza ou o meio vivente são responsáveis pela formação da personalidade do indivíduo e, por conseguinte, as ações do mesmo. Ao policial estar inserido em um ambiente onde há naturalização da distinção de raça, é tendenciosa uma ação do agente condizente a tal fato. Posto isso, é válida a relação desenvolvida pela professora dominicana Yanilda Maria Gonzáles, da Escola de Serviço Social da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, quando expõe que 25% das pessoas mortas pela polícia são negras no país norte-americano, e no Brasil esta taxa corresponde a 75%.

Após a morte por asfixia de um homem negro de 46 anos, George Floyd, por um policial branco, depois da suspeita de uso de nota monetária falsa, em Minessota nos Estados Unidos, desencadearam-se protestos anti-racistas ao redor do mundo. Como resposta á justiça demandada pela população global, a ONU (Organização das Nações Unidas) recebeu propostas para investigar criminalmente a brutalidade policial proveniente do racismo nos países, especificamente no país onde ocorreu o caso de Floyd. O sistema de alianças entre países de interesses comuns se torna prejudicial para combater injustiças dessa categoria, evidenciando-se, por exemplo, na não adesão brasileira ao projeto da ONU, sequente da fidelidade com a Casa Branca de Whashington além do Brasil optar por não trazer à tona o comportamento da polícia local.

Como visto, as dinâmicas policiais de segregação são reflexo de um posicionamento comum sobre as diferenças. Visto isso, a massa populacional deve ser reeducada por meio de ações de campanhas que valorizem a multiplicidade étnica promovidas pela assistência social local, para que os próprios indivíduos possam interferir e reconhecer o abuso das entidades superiores e lutar em conjunto por justiça.