Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 09/07/2020
A violência contra os negros no Brasil e no mundo está pautada em uma estrutura historicamente racista. Ou seja, no Brasil a reformulação da polícia militar no âmbito de sua significância e ações nunca foi motivo de reflexão já que o brasão da família real ainda faz parte do fardamento. Acrescenta-se a isso, a alta objetificação da pessoa negra por mais de três séculos transpassada e reestruturada nos moldes do capitalismo atual.
Nesse sentido, o termo racismo estrutural defendido pelo filósofo, professor e advogado Silvio Almeida, presidente do Instituto Luiz Gama, explica a permanência desse ato néscio durante o século XXI. Segundo o advogado, é inegável a perversidade cometida em todos os âmbitos da sociedade já que ao observar as lideranças e predominâncias do homem branco, em diversos cargos de representatividade seja ele jurídico, jornalístico ou acadêmico, desacredita-se o fato de que a maior parte da população reconhece-se parda ou negra, de acoro com o IBGE. Seguramente, é criminalmente comum negros fazerem parte da parcela mais pobre e encarceirada da população assim, criminaliza-se a cor em condenações efetuadas por um judiciária injustamente parcial e branco.
Além disso, a criação da polícia com o objetivo de garantir a segurança da familia real no século XIX contra a população negra foi fortemente reinterpretada em crueldade contra jovens negros. Isto é, os massacres que ocasionam diariamente os assassinatos de adolescentes e crianças, especialmente em favelas e periferias, é resultado da ineficiência de um estado que oferece segurança pública apenas para os mais afortunados em oposição aos que verdadeiramente precisam, geralmente negros.
Portanto, é necessário que o Ministério da Justiça reconheça a predominância branca no judiciário, além da intensa racialização velada, criando movimentos que incentivem a participação de negros no jurídico. Somado a isso, é preciso que os governos realizem uma desconstrução dessa opressão militarizada na polícia por meio de reformulações no treinamento tornando-a uma força de inteligência pacificadora de fato.