Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/07/2020

A obra “O triste fim de Policarpo Quaresma” , do modernista Lima Barreto, revela seu protagonista com a característica marcante do ufanismo, acreditando em um Brasil utópico. Contudo, em tempos hodiernos, a violência policial contra os negros, torna o país distante do imaginado pelo sonhador personagem. Sendo assim, esse imbróglio não é só chancelado pela cultura racista arraigado, mas também pela ineficiência do poder público.

Em primeira análise, convém ressaltar o comportamento discriminatório dos policiais contra os negros. Imerso nessa logística, de acordo com a “Teoria do Habitus” de Pierre Bourdieu, a sociedade incorporada, naturaliza e reproduz padrões ao longo do tempo. Nesse viés, é notória que a discriminação racial histórica está se perpetuando, uma vez que os melânico ainda sofrem na contemporaneidade, á guisa de exemplificar, á ação policial que tem tirado a vida de milhares desses cidadãos. Logo, esse problema está ligado a um corpo coletivo marcado, por muito tempo, pelo ódio, bem como pela supremacia do brando.

Faz-se mister, ainda, salientar a ineficácia Estatal como impulsionadora do caos. Á luz do exposto, vale citar o jornalista Gilberto Dimenstein na obra " O Cidadão de Papel", retrata a conjuntura brasileira de cidadanias aparentes, isto é, as leis só existem no papel, porquanto os direitos não são plenamente respeitados. Nesse viés, é possível perceber a semelhança da obra de Dimenstein com o cenário atual, tendo em vista que os crioulos não possuem os direitos aplicados efetivamente na prática. Além disso, o Estado negligência a questão de punir os policiais que agridem essa parcela social. Consequentemente, os afrodescendente continuarão sendo vítimas da brutalidade dos agentes.

Infere-se, portanto,que o Estado, aliada as Instituições de Ensino, mediante projetos pedagógicos, que incluam as Instituições policiares, devem promover atividades lúdicas, seminários, palestras, de incentivo à representatividade e ao respeito, a fim de sanar o preconceito contra os negros a partir da desconstrução da supremacia dos brancos enraizada na sociedade. Ademais, cabe ao Governo tornar as leis mais efetivas, por intermédio de projetos aprovados pelo parlamento, que visem capacitar os órgãos fiscalizadores, por exemplo, com cursos destinados aos funcionários, de modo que a Constituição do país torne-se mais pragmática e, por conseguinte, o direito dos crioulos sejam plenamente garantido. Dessa forma, a obra do modernista Lima Barreto se tornará mais próxima do que acreditava o sonhador personagem.