Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 01/09/2020

Em 2020, o assassinato do norte-americano, George Floyd, no estado do Minnesota, trouxe à tona a discussão sobre a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Nesse sentido, os principais fatores que conduziram a essa situação são o preconceito racial e a política de criminalização dos afrodescendentes.

Sob esse viés, o racismo possui importante papel na o aumento da marginalização dessa minoria. Nessa perspectiva, a série produzida pela Netflix, “Olhos que condenam”, retrata a conduta da promotoria em condenar, injustamente, cinco jovens negros, alegando que estaria de alguma forma livrando a sociedade de futuros delinquentes. Dessa forma, nota-se a relação entre a obra e a violência policial ao demonstrar que ambas agem seletivamente e tende a apenar pretos.

Em segunda análise, é oportuno destacar que a criminalização corrobora para a promoção da repressão jurídica dos afrodescendentes. Nesse contexto, o documentário estadunidense “13ª Emenda” discute a provação do ato constitucional que aboliu a escravatura, em1865, mas autoriza o trabalho forçado em casos de condenação. Assim, a obra cinematográfica retrata como a exceção à regra tornou possível, em nações marcadas pelo racismo, o aprisionamento em massa de escravizados, que após alforria, transformara-se em subcidadãos. Destarte, fica explícito a forma como toda a estrutura penal e de segurança pública utiliza o preconceito racial para punir, violentar e prender essa minoria.

Portanto, é dever da Organização das Nações Unidas intensificar campanhas que, a nível internacional, quebrem os estigmas discriminatórios que associam o negro ao delinquente. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, haja vista seu papel na formação do cidadão histórico-crítico, criar palestras e debates acerca dos impactos do preconceito racial, mediante parceria com canais abertos de televisão e exibição em horários estratégicos, objetivando assim atingir um maior público possível.