Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 09/07/2020
Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
O racismo ainda é uma pauta social muito discutida no Brasil e este preconceito está inserido em ambientes de trabalho, escolares, hábitos cotidianos e até nas atividades policias, tendo em vista de que ele opera no tecido social de forma enraizada, onde há uma hierarquia branca e mesmo após anos da abolição da escravatura, os negros continuam por não ocupar, na maioria das vezes, espaços de prestígio.
Em 1888 a Lei Áurea foi estipulada, buscando igualdade e respeito às diferenças raciais, mas não trouxe nenhum recurso ou ajuda governamental, que seriam de suma importância já que os antes escravizados não tinham para onde ir. O resultado foi o afastamento dessas pessoas à sociedade, à educação e condições básicas de vida, que gerou a violência perpetuada até hoje, como o caso do jovem João Pedro no Brasil e de Georde Floyd, nos Estados Unidos.
Há números desproporcionais de assassinatos de negros pela polícia no Brasil e nos Estados Unidos, sendo que estes correm 2,9 vezes mais risco de serem mortos em operações policiais e de acordo com a pesquisa do Gevac, homens jovens negros são a principal vítima. Devido a discrepância de número de mortes entre brancos e negros, é claro que há mecanismos de produção da desigualdade racial dentro das instituições de segurança pública e o racismo institucional é aparente.
Considerando que o racismo e, consequentemente a violência policial, são atitudes enraizadas na sociedade do país, deve-se cada vez mais, ampliar o material didático com o Ministério da Saúde em ações sistemáticas de socialização para pessoas negras e o Ministério da Justiça deve inserir políticas para ressocialização da população carcerária e leis mais precisas para as atitudes dos policiais contra negros.