Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 09/07/2020

Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

A população negra vem tentando se incluir na sociedade desde o século XIX, mas junto da chegada da Guerra Civil e da abolição da escravatura, ocorreu uma marginalização nessa comunidade. Entre os anos de 2012 e 2017, de acordo com dados coletados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), foram registradas 255 mil mortes de negros por assassinato. Na mesma pesquisa relatava-se que em comparação com os brancos, os negros têm 2,7 mais chances de serem vítimas de genocídio e comentários raciais, demonstrando assim, a desigualdade racial e a violência gerada não só no Brasil, mas no mundo inteiro.

Em primeiro lugar cabe pontuar que a abolição da escravatura foi um dos processos mais marcantes na história brasileira, pois através da Lei Áurea, aprovada em 13 de maio de 1888, determinou-se o fim da escravidão dos negros no Brasil e a libertação de cerca de 700 mil escravos. Logo, em função da existência de diferentes etnias, percebe-se que a desigualdade racial limita as oportunidades e condições de vida, fazendo a população negra ser vista em segundo plano, e sofrendo preconceito e agressões em decorrência da cor.

Em prova disso, vale ressaltar o caso de George Floyd, um homem afro-americano que veio a falecer após permanecer 8 minutos sufocado, de bruços, pelo joelho de um policial de Minneapolis. Gerando assim uma série de protestos contra o racismo afim de promover mudanças reais nos departamentos de polícia e homenagear George Floyd.

Tendo isso em mente, cabe ao Poder Legislativo promover uma reforma no parágrafo 2° do art. 150 (violação de domicílio qualificada) e no art. 350 (abuso de poder), agravando a penalidade e reduzindo os índices de violências causadas por policiais. Em contrapartida, serve ao Estado nivelar as oportunidades tanto de emprego, quanto de saúde e educação entre as etnias, para formar assim, uma igualdade racial.