Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 12/07/2020
Já fazem mais de 130 anos da abolição da escravatura e da inferiorização do negro, mas suas marcas perversas perduram até os dias atuais, traumáticas e irreparáveis. A violência policial contra os negros no Brasil e no mundo é fruto de uma sociedade extremamente desigual e um sistema educacional ultrapassado. Diante disso, é necessário que haja mudanças efetivas que reparem essa realidade.
Em primeiro plano, a estrutura educacional formativa do Brasil é preconceituosa, formada com base na inversão de valores e culturalmente molda o cidadão a uma visão distorcida do negro. Assim, “temos de nos dar na mudança que queremos ver”, como afirma Mahatma Gandhi, símbolo da resistência mundial. Em análise, as agressões dos policiais aos negros está diretamente ligado ao fato que historicamente os negros são associados a agressividade e ao perigo. Fato esse, que leva a um cidadão temer ao ver um negro caminhando em sua direção numa rua deserta.
Outrossim, o ‘‘status’’ de autoridade e de poder não legaliza as barbaridades cometidas pelos policiais à população afrodescendente. Mas, com isso, essas atitudes reforçam a necessidade de resinificar a imagem desse povo, visto que os privilégios sociais são usufruídos, quase que na sua totalidade, por pessoas brancas, aumentando a marginalização e a desmoralização deste grupo numa cíclica e desumana involução. Recentemente, movimentos sociais ganharam mais espaço com o lema “vidas negras importam”, com propostas de igualdade e asseguração dos direitos, atraindo apoiadores pelo mundo.
Diante o exporto, líderes mundiais devem empenhar-se na reconstrução da imagem dos negros, investindo no aperfeiçoamento e garantia das leis de proteção, envolvendo os agentes da lei nessa causa, fazendo-os assumirem o verdadeiro papel dessa classe e os aproximando da população como parceiros e não como inimigos. Obtendo assim, a proteção da integridade físico-psico-social dos negros, além garantir em nós a mudança que queremos ver no outro como afirmava Gandhi.