Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 09/07/2020
Inconsequente preconceito racial
Segundo uma citação de Rosseau, “A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos”. Haja vista que em maio de 2020 diversos protestos contra a violência policial nos Estados Unidos vieram a ocorrer, o caso de George Floyd foi o principal gatilho para que os protestos acontecessem em prol do acirramento da agressividade contra negros. O intuito das instituições é promover a segurança e reduzir a violência, e não aumentá-la ou causá-la. Logo, remediar tal situação é de extrema importância para que injustiças raciais não sejam cometidas.
No Brasil, a violência policial contra negros apresenta uma quantidade elevada, e esse dado é normalmente comparado com o dos Estados Unidos. Segundo dados do site “Notícias.uol”, em um período de dez anos (2007-2017) mais de 400.000 Afro-brasileiros foram mortos sob violência policial e discriminação racial. Ademais, a professora da Universidade de Chicago Yanilda Gonzáles aponta que nos Estados Unidos a polícia é responsável por 6% de todos os homicídios do País. Infelizmente nesses países, forças policiais eventualmente atuam em função das hierarquias sociais.
Outrossim, tendo como gatilho a morte de George Floyd nos Estados Unidos, outros países usufruíram da “voz” que as manifestações traziam para divulgar casos locais. No Brasil, um dos casos comentados foi o de João Pedro (14 anos) que foi assassinado por policiais dentro de sua casa no Rio de Janeiro. Outros casos mais chocantes também foram divulgados a fim de minimizar casos como estes.
Portanto, para que o preconceito racial tenha um fim, a população deve, a partir da desconstrução pessoal, estudar sobre o racismo e se policiar com o vocabulário que muitas vezes possui ofensas racistas ditas comumente e inconscientemente. Dessa forma, com o intuito de construir uma sociedade mais consciente, a vontade de todos é capaz de mudar o mundo.