Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 12/07/2020

Há alguns dias as mídias foram tomadas por notícias sobre um indivíduo negro que foi morto por uma ação policial nos EUA, Jorge Floyd, homem de 46 anos, morador de Minnesota, foi morto de forma covarde e cruel por um agente de polícia, o ocorrido causou comoção no mundo todo, mas esse cenário é apenas um dos milhares que ocorrem todos os dias no Brasil e no mundo.

Uma pesquisa feita pelo IBGE entre os anos de 2012 a 2017, registram durante esse período 255 mil mortes de jovens negros, advindo de homicídios, mostrando ainda que a população negra tem mais de chances de ser vítima de assassinato do que um indivíduo branco.

Grande parte desses jovens são mortos em ações policiais todos os dias, em invasões de favelas, balas perdidas, ou, em virtude de racismo estrutural dentro da segurança pública, alimentando a ideia de que negro e morador de periferia é bandido, buscando os agentes, desta forma justificar ações indevidas, induzindo a sociedade a acreditar que a solução dos problemas sociais é a morte.

Muitas vezes essas notícias não são divulgadas para preservar a integridade policial e não demonstrar o quão falha esta a segurança pública no Brasil, onde os que tem como dever preservar a vida e a segurança, muitas vezes acabam com ela, obviamente que a questão não pode ser generalizada, não tira-se aqui o mérito dos bons policiais, dos que exercer seu trabalho com ética e zelo.

Contudo, é visível a necessidade de reparação dessas ações, a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 144, traz, que segurança pública é um direito de todos, tendo assim o Estado o dever de zelar por essas vidas, independentemente de sua localidade ou conceito social, sendo de extrema urgência uma supervisão maior por parte dos chefes de estado, fazendo valer os preceitos expostos no ordenamento jurídico, pois todos são iguais perante a lei, sem distinção de raça ou cor, já esta na hora de sair do papel e tornar-se uma realidade social.