Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 11/07/2020
Da colonização escravista e seu racismo ao embranquecimento da nação
Sabe-se que, com o intuito de uma mão de obra mais eficiente, os proprietários e senhores de engenho importaram escravos negros para o Ciclo de Açucar, no Brasil Colonial, os quais eram extremamente inferiorizados e, por isso, tratados como produtos de interesse próprio ou coletivo. Tal pensamento reverbera a sociedade contemporânea, tendo como uma das provas a naturalização da violência cometida por policiais contra descendentes afrodescendentes no país, que provém do racismo institucional e do processo de embranquecimento histórico da população.
Em primeira análise, é indispensável a relação entre o racismo institucional ou estrutural, processo naturalizado, e a distinção nas formas de agir dos policiais sobre determinados grupos étnicos. Segundo o site da UOL, de 1075 pessoas mortas no Rio de Janeiro pela polícia, 80% eram negros, o que evidencia a diferença no tratamento pela cor da pele, relacionado com a discriminação, a qual é normalizada por todos e apontada como infeliz e permanente fração do país, por motivos históricos e sociais citados.
Além do racismo que perdura sob a pátria, outro aspecto considerável é o movimento de embranquecimento da população nacional na época dos primórdios da República Brasileira. Conforme o antropólogo João Batista Lacerda, o governo estimava, neste período, que haveriam zero negros no Brasil, em 2012, expressando a ânsia em extinguir a raça afrodescendente, considerada indesejável e descartável. Dessa forma, essa perspectiva ecoa sobre o presente a respeito do massacre realizado por autoridades policiais, afinal, de acordo com o filósofo chinês Confúcio, “Se queres prever o futuro, estuda o presente.”
Assim, conclui-se que, é necessário um projeto ações públicas do Estado, em conjunto com ONG´s especializadas no combate do racismo primitivo, para monitorar policiais e responsabilizá-los por seus atos racistas legalmente na justiça, por meio de leis sancionadas e devidamente fiscalizadas, com o intuito de decrescer a quantidade de mortes ocasionadas pelo preconceito histórico racial, além de um processo de compreensão social por parte da população como um todo. Dessa forma, fatos históricos, como o lamentável e infeliz escravismo colonial português diante do Brasil, não refletirão socialmente e politicamente na sociedade nacional contemporânea.