Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 16/07/2020
Na música “Faraó Divindade do Egito” uma parte diz: " O povo negro pede igualdade, deixando de lado as separações”. Assim, evidencia-se que a desigualdade persiste em várias vertentes, entre elas no tratamento dos policiais em relação a população negra, de característica muito violenta. Portanto, medidas que corroboram para esse problema devem ser reduzidas, como o preconceito e o racismo estrutural.
A priori, a democracia racial é o estado de plena igualdade entre as pessoas independentemente de raça, cor ou etnia. Contudo, os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que 80% dos mortos por policiais no RJ no primeiro semestre de 2019 eram negros e pardos. Por conseguinte, parafraseando o sociólogo Florestan Fernandes, a democracia racial é um mito, visto que no Brasil a população negra ainda sofre descriminação, preconceito, estigmatização e segregação.
Outrossim, o racismo estrutural presente na nossa sociedade desde o período colonial colabora para outro tipo de racismo: o inconstitucional. Nesse sentido, ele é a manifestação do preconceito por parte de instituições privadas ou públicas, por exemplo, na polícia. Nesse viés, segundo Silvio Almeida, autor do livro “Racismo Estrutural”, é no interior das regras institucionais que os indivíduos tornam-se sujeitos, haja vista que suas ações e seus comportamentos são inseridos em um conjunto de significados previamente estabelecidos pela estrutura social. Então, as instituições moldam o comportamento humano, nas decisões, nos sentimentos e nas preferências, ou seja, a violência praticada pelos agentes de segurança púbica é considerada “normal”.
Em suma, a crescente violência policial contra afrodescendentes precisa de intervenções. Deste modo, é mister que o Ministério da Educação, por meio do currículo escolar, insira a matéria História e Cultura Afro-brasileira, mostrando a importância de se combater o racismo, como identificá-lo, denuncia-lo e provocar uma reflexão para os indivíduos brancos, para que reconheçam seus privilégios e valorizem as diferenças. Ademais, necessita- se que o Ministério da Justiça, por meio de novas tecnologias, equipe os policiais com câmeras, escutas e realizem minicursos sobre melhores formas de abordagem e matar apenas em último caso, para que reduza a violência policial. Destarte, ambos serão capazes de minimizar as separações e aumentar a igualdade, estabelecendo a verdadeira democracia.