Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 13/07/2020

Dentre a história, praticamente todos os países tiverem racismo nela, como ocorreu na África com o Apartheid. Nesse sentido, o Brasil também se inclui, visto que, desde os seus primórdios, a escravidão sempre foi um dos fatores marcantes, que só chegou a ser legalmente abolida em 1888, por meio da criação da Lei Áurea. Ainda assim, o racismo estrutural e a segregação racial dos negros permaneceu ainda na contemporaneidade, sendo duramente violentados e excluídos socialmente. Isto exposto, torna-se evidente a urgência da mobilização do governo juntamente à sociedade, garantindo a igualdade de todos.

A priori, vale ressaltar a repressão violenta que muitos negros sofrem. A série da Netflix, “Olhos que condenam”, retrata o caso de jovens estadunidenses acusados de estupro, que foram coagidos e condenados injustamente, apenas por serem todos negros. Assim, é possível fazer uma analogia com a situação atual, em que muitas vezes, a polícia militar usufrui do seu poder e reprime violentamente os negros. Desse modo, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), cerca de 75% das vítimas são negras, deixando evidente o preconceito muito presente ainda na contemporaneidade.

Por outro lado, é notório que a mídia pode ser um dos fatores que ainda contribuem para o racismo estrutural, e, consequentemente, da repressão dos negros. Isso acontece por conta das notícias que muitas vezes passam uma visão estereotipada, atribuindo uma imagem criminal e “favelada” para eles, Dito isto, Carlos Augusto Martins, da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a publicidade da imagem negra ainda reforça a sexualização e a marginalização. Diante do exposto, Nelson Mandela já dizia: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar” Assim, mostra-se que a influência educacional é importante para reverter tal situação.

Em suma, o Ministério da Educação (MEC) e da Justiça (MJ) devem agir juntos para garantir a igualdade social. Em primeira análise, é necessário uma fiscalização diante dos casos de abuso de poder por parte dos policiais, por meio da abertura de inquéritos contra esses casos, a fim de serem penalizados de acordo com sua gravidade. Além disso, é relevante a criação de campanhas publicitárias contra os estereótipos que passam uma imagem criminalizada dos negros, e também a fiscalização da mídia que estimule isso. Assim, será possível garantir a igualdade de todos, e romper com o racismo estrutural impregnado na sociedade.