Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 13/07/2020

O Brasil e o mundo compartilham números desproporcionais de assassinatos de negros pela polícia. Sendo negro correm 2,9 vezes mais risco de ser morto por policiais do que uma pessoa branca. No Brasil, o risco é 2,3 vezes maior para os negros durante todos os dias de suas vidas.

Segundo um relatório da Anistia Internacional, apontou, em 2015, que as forças policiais brasileiras são as que mais matam no mundo. De maneira geral, são homicídios de pessoas já rendidas e alvejadas sem qualquer aviso prévio. Em 2014, 15,6% dos homicídios registrados no Brasil tinham como autor um policial no País. A maioria das pessoas mortas por policiais são jovens e negros, no Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas assassinadas por policiais entre 2010 e 2013 eram homens, 80% negros e 75% tinham idades entre 15 e 29 anos e grande parte dos autores dos disparos não foram punidos devidamente.

Neste ano de 2020, tivemos um incidente nos EUA que causou um grande impacto social, que gerou um grande movimento no país e no mundo. Onde um policial branco de Mineápolis sufocou um homem negro, já rendido, enquanto este homem implorava ao policial dizendo que estava com dificuldades para respirar devido a tentativa de imobilização do policial, e esse homem era George Floyd. Após a morte de Floyd por um policial de Mineápolis, nos Estados Unidos, foi gerado um movimento levantando a hashtag #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam, em tradução livre), com muitas manifestações tanto pacíficas como completamente agressivas.

Entretanto, após os eventos ocorridos do Black Lives Matter, a ONU concordou em fazer um inquérito em relação a brutalidade policial em serviço e o racismo. Contudo, os casos ainda acontecerão, mas a esperança é que não seja mais visto como um caso recorrente no mundo atual e que a punição se torne igual a todos.