Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 13/07/2020
Em função de hierarquias sociais racistas e classistas, as forças policiais agem reproduzindo desigualdades na sua atuação. Por exemplo, as polícias americanas e brasileiras são, em geral, extremamente violentas, com alta taxa de letalidade com os negros.
Segundo uma pesquisa realizada pela Uol, nos EUA, a polícia mata o equivalente a 6% de todos os homicídios no país. No Brasil, a proporção é maior, com as mortes decorrentes de intervenção policial constituindo o equivalente de 10% das mortes violentas intencionais. Esses dados são notáveis pois, a instituição que, em tese, deveria reduzir a violência na sociedade é na realidade uma grande fonte de violência contra a sociedade.
Além disso, outro dado em questão é a porcentagem de vítimas negras. Nos EUA as pessoas negras são 13% da população, mas 25% das vítimas assassinadas pela polícia. No Brasil, as pessoas negras são mais da metade da população, mas 75% das vítima. É evidente a alta taxa de letalidade com negros, demonstrando a desigualdade na atuação das forças policiais.
Temos como denuncia dessa desigualdade o clipe que viralizou alguns anos atrás do médico branco que foi preso na Flórida e disse aos polícias “você esta me tratando como negro”. Ou, em São Paulo, o caso do comandante da Rota que disse que a as abordagens nos Jardins têm que ser diferentes das abordagens na periferia: os dois casos refletem um amplo reconhecimento que a atuação da polícia é diferenciada por cor, classe social, e geografia.
Diante dos fatos supracitados, é evidente portanto, a necessidade de uma mobilização ampla e diversa contra a violência policial no Brasil por parte da população. Além disso, cabe ao Governo se certificar de que os policiais envolvidos nos assassinatos sejam punidos de forma justa, para que dessa forma, seja temida as consequências e assim, evitadas.