Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/07/2020
Segundo o dicionário de Língua Portuguesa, preconceito significa discriminação direcionada a quem possui uma raça ou etnia diferente, geralmente se refere à segregação racial - impedimento, com base na origem étnica, do usufruto dos direitos disponíveis para todos os membros de determinada sociedade. Infelizmente, profissionais - principalmente da área de segurança - do mundo todo tomam medidas extremas todos os dias, as quais podem ser decisivas para a vida de muitos civis; o racismo pode ser uma grande influência nessas decisões.
Entre janeiro e julho de 2019, apenas a polícia do Rio de Janeiro matou 1.075 pessoas, sendo 80% delas negras. Quase 5 mil brasileiros negros, a maioria jovens, foram mortos pela polícia em 2018. A população negra do Brasil é quase o triplo da dos Estados Unidos e a polícia brasileira matou 18 vezes o número de negros que os policiais americanos. Casos famosos de homicídio de negros como os de Trayvon Martin (estudante de 17 anos), Michael Brown (18 anos), George Floyd (48 anos) dentre inúmeros outros foram o estopim para grandes manifestações populares contra a opressão de forças policiais em muitos países - o que contribuiu para a criação e/ou o reaparecimento de movimentos como, por exemplo, o “black lives matter”, ou “vidas negras importam”, em português.
Um relatório da Anistia Internacional apontou, em 2015, que as forças policiais brasileiras são as que mais matam no mundo. De maneira geral, são homicídios de pessoas sem razões aparentes. Em 2014, 15,6% dos homicídios registrados no Brasil tinham como autor um policial. A maioria das pessoas mortas por policiais são jovens e negros; no Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas assassinadas por policiais entre 2010 e 2013 eram homens, 80% negros e 75% tinham idades entre 15 e 29 anos e grande parte dos autores dos disparos não foram punidos, segundo o site “correiobraziliense.com.br”.
A Ku Klux Klan foi uma organização terrorista com ideais eugenistas, criada por supremacistas brancos norte-americanos após a Guerra de Secessão, com a intenção de perseguir e atacar afro-americanos, sendo responsável por diversos espancamentos, assassinatos e incêndios em casas de pessoas negras nos Estados Unidos, sendo classificada como de extrema-direita, diante dos ideais eugenistas que inspiraram a criação do grupo. A atuação do grupo ocorre até mesmo nos tempos atuais, realizando manifestações extremistas e pregando ideias antissemitas em geral, segundo o site “Jus”.
Para contribuir para o declínio da taxa de mortalidade por preconceito, todas as pessoas têm de saber seus direitos, saber argumentar sobre tendências racistas com outros seres humanos, agir quando for preciso, ler, dentre outros fatores. São o governo, a internet, livros e revistas quem podem dar esse conhecimento a todas as pessoas ao redor do mundo, começando desde criança.