Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 15/07/2020

No filme “O Ódio que Você Semeia”, a protagonista presencia o assassinato de seu amigo negro por um policial, o mesmo achava que o garoto portava uma arma, quando, na verdade, era uma escova. Saindo da ficção, o quadro se assemelha fortemente à violência racial praticada por essa classe. A fatídica realidade advém, principalmente, do racismo estrutural e da militarização da polícia ao redor mundo.

Primeiramente, determina-se o racismo possuidor de uma dimensão estrutural, assim, constitui o sistema político, econômico e social. Logo, tratando-se de um fenômeno conjuntural, atua na segurança pública, de modo a agir na contenção daqueles entendidos como ameaça. Entretanto, deve-se entender a herança de uma nação escravocrata atuando nesse julgamento preconceituoso. Assim, num Estado brasileiro constituído de 53% de negros, segundo o IBGE, dados da professora dominicana Yanilda Maria Gonzáles afirmando que eles são 75% dos assassinados pela polícia evidenciam o racismo das instituições responsáveis por, ironicamente, garantir a segurança de todos.

Ademais, o agente responsável pela preservação da ordem pública, a partir da ditadura militar no Brasil em 1964, é a Polícia Militar, PM. Portanto, há o treinamento para a guerra, a fim de eliminar um inimigo. Porém, é inadmissível tratar qualquer cidadão, provido de direitos, como um adversário de combate, afinal, tal situação é incondizente com a atual. Contudo, o debate dessa desmilitarização não é restrito apenas ao Brasil, países como Reino Unido, Islândia, Noruega e Nova Zelândia já adotam medidas com esse caráter.

Dessarte, cabe ao Superministério da Justiça, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados, extinguir a capacitação militar à polícia a qual lida com civis. Sendo assim, haveria uma humanização nas ações do órgão, além, do julgamento desprovido dos privilégios da profissão. Dessa forma, ter-se-iam atitudes justas e igualitárias racialmente dentro do que se chama de justiça. Outrossim, compete à toda estrutura social global combater atos discriminatórios.