Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/07/2020
Desde que a população branca começou a escravizar a negra, há séculos atrás, o povo negro tende a enfrentar o racismo enraizado na sociedade. Assim, pode ser observado que a discriminação é ensinada de geração a geração. Todavia, os homens crescem e o que eles aprendem volta para a sociedade, gerando violência, como a ocasionada pelos policias, em que acabam cometendo assassinatos contra o povo negro, gerando desigualdade racial.
Decerto que a desigualdade racial acarreta em muitos problemas, como a falta de oportunidades para a população preta. Como esses indivíduos são tratados como inferiores, as oportunidades de trabalho são poucas, tendo que buscarem alternativas como traficar drogas e roubar lojas. Entretanto, a sociedade branca acaba generalizando, tornando todo negro um bandido. Pensando desse jeito, o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos, por um oficial branco, pode ser justificável, assim como todos os outros que aconteceram e acontecerão.
Como consequência, os números de homicídios realizados por policiais só aumentam. No Brasil, o povo preto representa mais da metade da população, no entanto de agressões realizadas por oficiais representam 75% e 10% são intencionais, de acordo com a professora Yanilda Maria Gonzáles. Esses números são alarmantes, porque são seres humanos e a cor da pele não deveria influenciar no tratamento social e te tornar menos humano do que homens brancos.
Por exemplo, o livro “O ódio que você semeia”, de Angie Thomas, conta a história de Starr, uma garota negra que presencia o assassinato de seu melhor amigo Kallil, também negro, por um policial branco, apenas porque a autoridade achou que o pente de cabelo que ele segurava era uma arma. Com o fim de retratar o racismo que a população negra sofre, o livro faz o leitor sentir na pele a injustiça que é cometida por esse povo diariamente e as dificuldades que tenham que enfrentar.
Em suma, para solucionar o problema que é ensinado pela sociedade, o Ministério da Educação, no Brasil, deve implementar, uma vez na semana, desde o infanto juvenil, aulas sobre a inclusão social, respeito e racismo. As aulas devem ser dadas por professores negros, dando mais oportunidades e visibilidade para esses profissionais e serão bancadas pelos impostos que a população brasileira paga. Assim, como o filósofo Kant dizia “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, quando a próxima geração crescer, irão devolver para a sociedade apenas respeito e igualdade.