Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/07/2020
No dia 30 maio de 2020 em uma abordagem policial, um policial militar foi gravado pisando no pescoço de uma mulher negra de 51 anos. A vítima já algemada, foi arrastada pelo asfalto, até a calçada. O caso só teve visibilidade após ser exibido pelo fantástico, no dia 12 de julho e, os policias envolvidos na ação foram apenas afastados. A segurança é um direito do cidadão e um dever do Estado garantir, entretanto, se um oficial se sentiu seguro de que não haveria punição, ao praticar tais ações em plena luz do dia e com diversas testemunhas, o que ele faria no silêncio da noite? sem testemunhas e gravações, quantas vidas já foram tiradas?. A segurança se tornou seletiva, classe social, etnia e cor se tornaram alguns dos critérios para essa seleção.
Ao longo dos séculos, foi possível observar que quando um grupo ou indivíduo recebe muito poder e é livre de punições reais, há o surgimento de diversos problemas, normalmente de segregação, ódio e violência extrema, como exemplo a igreja e os reis e rainhas que perseguiam aqueles de outras origens e filosofias. Segundo o estadão a Organização das Nações Unidas (ONU), apresentaram uma denúncia ao país devido a impunidade de mortes por violência policial e, afirmam que a impunidade “contribui para o aumento dos crimes violentos”.
O caso ocorrido no Brasil possui extrema semelhança com um ocorrido nos Estados Unidos, em que George Floyd, um homem negro que após ser algemado e imobilizado, morreu sufocado após um policia se ajoelhar em seu pescoço, o caso também foi gravado e desencadeou em muitos países uma série de protestos contra a violência policial . O caso de George fez a ONU retomar o debate sobre racismo e a brutalidade policial. De acordo com a presidente do Conselho Direitos Humanos das Nações Unidas, Elisabeth , trata-se de uma “questão universal”.
Diante dos fatos, é inegável que há uma ligação entre a brutalidade policial e o racismo e, como observado é uma questão universal. Portanto, as principais autoridades em cada país em conjunto com a ONU, devem se reunir e investir na criação de medidas que combatam o preconceito, além disso, o Estado brasileiro deve, investir em maior fiscalização e análise dos casos denunciados e no histórico dos oficiais da ordem e, punir com maior afinco os responsáveis por incidentes de violência policial. Com o intuito de prover segurança a toda a população mundial e casos como o de George e muitos outros, tenham justiça.