Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/07/2020
Mesmo constituindo a maior parte da população no Brasil, os pretos ainda sofrem uma violência, principalmente policial, e discriminação, o que é resultado de uma cultura racista que visa o branqueamento social, tornando-se mito o fato de que o regime da escravatura foi abolido em 1888. Esses atos violentos têm sido cada vez mais presentes no mundo todo, causando um preocupante massacre e o apagamento da cultura afrodescendente.
Assim, segundo ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 50% da população brasileira é negra, mas, ainda assim, é a população que mais morre em operações policiais, com mais de 70% de vítimas. Além disso, os pretos têm quase 3 vezes mais risco de serem assassinado do que os brancos, considerando também o fato de a polícia militar atuar mais em comunidades, na qual os negros constituem a maioria de sua população.
Visto isso, todos esses dados são resultado de um racismo institucional e estrutural presente no país que tem base em vários acontecimentos históricos, bem como o branqueamento social, iniciada no século XX com as imigrações europeias, a falta de assistência e políticas destinadas aos ex- escravos, a fim de encaixá-los de fato na sociedade e ter a possibilidade de serem identificado como um civil livre.
Dessa forma, esse sentimento ultrapassado de que os pretos são descartáveis e “menos humanos” que os brancos, infelizmente ainda existe no mundo todo, sendo perceptível no caso do americano George Floyd, asfixiado por um policial no Texas, em maio deste ano, o caso das inúmeras crianças assassinadas dentro das comunidades no Rio de Janeiro, como João Pedro, de 14 anos, Ághata Félix, de 8 anos, e Kauan Rosário, de 11 anos. Também vale destacar que todos os policiais envolvidos nos casos citados estão soltos e, na maioria dos casos, nem são julgados, o que deixa claro que essa violência é uma política de Estado que visa sim o massacre dos negros.
Em suma, a fim de minimizar o racismo estrutural, é indispensável a criação de novas disciplinas na grade escolar, feita pelo Ministério da Educação, que disponibilizará palestras com pessoas qualificadas sobre esse assunto e abrirá discussões com os alunos com base em acontecimentos históricos. Também, para combater o racismo institucional, devem ser criadas leis mais rígidas, feita pelo Governo Federal e Pode Legislativo e a criação de uma bancada para defender a população negra na Câmara, constituída por senadores e deputados negros. As leis devem punir de forma rigorosa toda população civil, bem como os policiais militares, proibindo as operações policiais onde possa oferecer perigo as inocentes.