Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/07/2020
Na formação populacional brasileira, o grupo social dos negros sofrem desde a formação territorial do Brasil, e com fim da abolição escravista na Lei Áurea, não houve nenhum projeto de inclusão social. Com isso, mostra-se cada vez mais a existência do abandono social da população negra, pela ausência de oportunidades, deixando à margem do processo civilizatório. Dessa forma, é lamentável que após tanto tempo ainda existem comportamentos sociais fundados no preconceito racial, isso reflete na ineficiência da gestão Estado, na falta de medidas sociabilidade entre todas as classes e raças.
Em primeira análise, a evidência de ações racistas e violentas presentes na ação policial no mundo e no Brasil está baseada na errônea estereotipização dos cidadãos negros, limitando a sua atuação somente às práticas ilegais, afirma o professor Carlos Tavares da Universidade de São Paulo. Conforme o professor, é visível o aumento de ações preconceituosas que atinge toda a população do mundo, transmitindo que o preconceito se enraizou no comportamento social de muitos indivíduos. Logo, é viável ações educacionais para reverter essa triste realidade enfrentada no mundo, agindo na mentalidade retrógrada da população que não acompanhou o processo civilizatório.
Em uma perspectiva secundária, baseado no Atlas da Violência cerca de 75% dos homicídios brasileiros são somente de pessoas negras, resultado da política violenta das polícias nas áreas periféricas e da ausência de medidas públicas para mitigar esse cenário. Mediante a essa realidade, é notável a ineficiência dos poderes públicos em promover projetos socioeducacionais nas periferias para qualificar os indivíduos, promovendo finalmente uma inclusão social de forma harmônica. Sendo assim, contribuindo na qualificação dos subúrbios para o setor do trabalho e equilibrar a disparidade entre brancos e negros, reduzindo a violência existente da polícia pela forma de abordagem equitativas com todos os indivíduos, sem influência de cor, raça ou gênero.
Portanto, frente a esse cenário de violência policial contra a população negra, é preciso, com urgência, a ação do setor público e privado para combater essa realidade atual. Cabe ao Estado, com auxílio de ONG em defesa dos direitos dos indivíduos negros, ampliar os direitos constitucionais de inclusão social, por meio de ensino qualificado e saúde de qualidade, permitindo que todas as áreas suburbanas tenham os direitos básicos garantidos. Com objetivo de reduzir a violência existente no cotidiano das pessoas de baixa renda, melhorando a qualidade de vida de toda a população e gerando um ambiente de igualdade e harmonia.