Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/07/2020

Na cidade do Rio de Janeiro, em 2019, militares fuzilaram um carro, de uma família negra, por engano. Nesse evento, mesmo após uma das vítimas pedir para pararem, eles continuaram até atingir 80 tiros. Isso mostra que a violência policial é frequente na sociedade, principalmente devido ao racismo estrutural e à banalização dessa hostilidade; logo, medidas devem ser tomadas.

A princípio, é fundamental ressaltar a presença do preconceito. Nesse contexto, vale relembrar da escravidão no Brasil colonial, na qual os africanos e seus descendentes foram violentados por 300 anos. Essa realidade, nos dias atuais, trouxe como consequência a marginalização dos negros na estratificação social, conceito sociológico este que classifica grupos de indivíduos em hierarquias. Ante o exposto, conclui-se que, por fatores históricos e sociais, essas pessoas são inferiorizadas na sociedade, panorama que reflete nos casos de injustiça e agressão policiais contra essa minoria.

Além disso, outro ponto importante é a banalização dessa violência. Nessa visão, tem-se como base a música “They Don’t Care About Us”, de Michael Jackson, que debate sobre o tratamento para com os negros. De modo geral, a obra critica a indiferença da mídia e do povo frente à hostilidade e ao racismo policial contra esse grupo, pois ele é um alvo constante de ataques e injúrias nesse meio, apenas pela cor de sua pele. Em suma, nota-se que tal cenário é alarmante, visto que esse desdém promove a naturalização desses abusos, fator que favorece a marginalização dos indivíduos em questão.

Portanto, é evidente que essa hostilidade carece de soluções urgentes. Então, a fim de proteger os negros, cabe ao Ministério Público, órgão defensor da democracia, combater essa violência, mediante fiscalizações sobre as ações policiais, de forma a penalizar legalmente os agentes que abusem do poder. Destarte, casos como o da cidade do Rio de Janeiro não se repetirão.