Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/07/2020
25 de maio de 2020. Minneapolis, estado de Minnesota, EUA. Um homem afro-americano. 4 policiais brancos. Morte por sufocamento.
30 de maio de 2020. Paralheiros, bairro do extremo Sul de São Paulo, Brasil. Uma mulher negra. Dois agentes da Polícia Militar (PM). Agressão por pisoteamento no pescoço.
Infelizmente, tais acontecimentos não são raros, nem no Brasil, nem no mundo. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, 78% dos mortos por intervenção policial são pretos e pardos. Já um artigo realizado pelo centro de pesquisas Brookings Institution, afirma que pessoas negras possuem 3,5 vezes mais chances de serem mortas por policiais brancos em situações em que não existem porte de armas ou ataque policial.
Em razão de tais tragédias a população, inicialmente, norte-americana se movimentou, e juntou ao movimento, atualmente internacional, ativista contra à violência direcionada as pessoas negras chamada “Black Lives Matter”, em tradução “Vidas Negras Importam”, que foi criada em 2013, após a absolvição de George Zimmerman, que atirou fatalmente em Trayvon Martin, um adolescente afro-americano.
Segundo, a pesquisadora Obirin Odara que estuda “Estado, Colonialidade e Branquitude”, as razões para tantas mortes de pessoas negras no Brasil, dá se por um “projeto histórico”. Para ela “A segurança pública é racista porque o projeto de sociedade é racista. Ela funciona de tal modo que todas as instituições dialoguem com esse projeto. A Polícia Militar vai alimentar uma execução de um projeto que é racista e vai ser racista também”.
Diante de tais atrocidades, faz-se necessário haver uma “limpeza ética” das polícias, ações para o aperfeiçoamento e a regularidade entre a integralidade entre o Legislativo e Judiciário, o Governo deve estabelecer critérios mais rígidos de recrutamento e formação de policiais, além de adotar uma pena mais vigorosa, de modo que haja uma sociedade mais igualitária e segura, onde sua raça não influencie.