Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 15/07/2020

A sociedade sempre se estruturou em uma premissa eurocêntrica. Escolas, famílias e instituições são orientadas de acordo com a visão protagonista e privilegiada europeia, uma vez que o continente sempre exerceu muita influência sobre várias nações. Esta prática impede que o mundo seja visto com outra perspectiva e que outras versões da História sejam contadas. Dessa forma, foi desenvolvido o racismo estrutural, que coloca na sociedade um grupo social ou étnico em posição de privilégio, prejudicando outros indivíduos. Assim, além da situação ser normalizada, não há a valorização de outros grupos étnicos ou a oportunidade de sua história ser protagonizada, e o preconceito gerado influencia negativamente instituições que podem colocar essas minorias em risco.

Primeiramente, é relevante ressaltar que o racismo é tão enraizado que influencia entidades que deveriam defender a vida humana e a justiça, como a polícia. Estes acabam demostrando atos de racismo ao serem mais truculentos com negros e não respeitarem os códigos de conduta. O caso internacional mais famoso de violência atual é do homem negro de 42 anos George Floyd, em 2020, nos EUA. Após ser brutalmente abordado pela polícia, foi imobilizado por um policial, que mesmo após ouvir suas súplicas, continuou o asfixiando até matá-lo. Seu homicídio gerou indignação mundial, porém, a questão é normalizada frequentemente por líderes mundiais, como foi o caso de Trump, que em entrevista à CBS News, alegou que o assassinato fora ¨terrível¨, porém ¨Mais pessoas brancas morrem¨, banalizando a causa e os protestos antirracistas.

Além disso, a história dos negros e da África sempre foi contada sob perspectiva europeia e branca, barrando a valorização dessa cultura e sufocando o reconhecimento dos negros, que ainda são vistos apenas como ex-escravos e inferiores. A desvalorização é cometida por líderes brasileiros, que banalizam a questão e mascaram o problema com outras fontes históricas. Eduardo Bolsonaro, filho do atual presidente, foi convidado pela Conferência de Ação Política Conservadora para falar sobre  as revoltas dos EUA. “… eles estão tentando importar isso aqui para o Brasil mesmo não havendo caso como o de Floyd […] sabemos que é só estratégia dos esquerdistas para tentar tomar o poder¨.

Sendo assim, é necessária uma comoção mundial sobre a importância do assunto, através de protestos e levantes antirracistas nas mídias sociais, com o apoio de grandes organizações como a ONU. Ademais, deve haver um plano de investimento governamental na educação, por líderes escolhidos sabiamente pela população, desmistificando o protagonismo branco e promovendo a história dos negros, desestruturando o racismo na sociedade e fazendo com que casos como o de Floyd e muitos outros não se perpetuem, formando uma nova e melhor sociedade para todos viverem.