Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 15/07/2020

Homens negros, sobretudo jovens, são as principais vítimas da violência policial no Brasil, segundo pesquisa do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos da Faculdade Federal de São Carlos.

O estudo destaca que o racismo não envolve os agentes policiais como indivíduos, representando uma resposta às regras tradicionais das próprias instituições responsáveis por garantir a segurança da população. “Não se trata de afirmar que o policial que prendeu uma pessoa é em si racista, e que ele fez uma opção individual por escolher aquela pessoa O “racismo” identificado no estudo é construído a partir da concepção incorporada das próprias ações públicas. Essas características são passadas de maneira informal, identificando os jovens negros como indivíduos passíveis de cometer violência. “Não é possível, entretanto, analisar se os negros cometem ou não mais crimes”, analisa o estudo.

Os dados, portanto, significam apenas que há uma vigilância policial mais intensificada em relação às pessoas com esse perfil. Segundo Jacqueline, autora da pesquisa, “são Jovens, negros, com certas características físicas, que foram apuradas através de entrevistas com policiais. “Eles descrevem características que estão muito associadas com a racialidade”, conclui. Essas pessoas são mais vigiadas, portanto elas são mais surpreendidas ao cometerem delitos. Apenas 1,6% dos autos investigados sobre assassinatos cometidos por policiais resultam num inquérito policial, que vai apurar as circunstâncias que essas mortes aconteceram.

Em conclusão, o Governo e o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos precisam fazer com que a voz da população negra seja ouvida e para que os casos que em que os policiares atiraram em crianças negras seja repercutido e que isso não se repita, dando uma consequência dos atos dos policiais e que eles sejam punidos.