Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/07/2020
A brutalidade e uso excessivo da força policial contra negros é uma ocorrência frequente em muitos países, sobretudo no Brasil, que segundo dados da Anistia Internacional, é o país que possui as forças policiais que mais matam no mundo. Além disso, é possível notar que, em relação à população brasileira, existe um padrão racial para os prisioneiros, que são em sua maioria de cor negra. Tais fatos são consequências de ideologias segregacionistas instauradas na sociedade há muito tempo, mas que ainda são disseminadas na contemporaneidade, dessa forma, colocando a população negra em perigo constante, o que é inadmissível.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o contexto histórico do Brasil influencia nesse tipo de política de segregação. Afinal, o país enfrentou períodos escravocratas em sua história, e mesmo após o fim legal deles, não houve criação de políticas para a inserção de negros na sociedade. Além disso, após o surgimento de teorias eugenistas que tratavam pessoas brancas como superiores, iniciaram-se correntes de imigrações europeias com o propósito de embranquecer a população brasileira. Dessa forma, os ordenamentos jurídicos segregacionistas podem explicar o contexto da violência policial atualmente.
Em segundo lugar, dados do Infopen, o sistema de informações estatísticas do sistema penitenciário brasileiro criado pelo Ministério da Justiça, mostram que o Brasil possui a quarta maior população carcerária do mundo. Ademais, é visível que a política carcerária do Brasil se volta contra a população negra e pobre, já que, entres os presos, 61,7% são pretos ou pardos, e 75% têm até o ensino fundamental completo, um indicador de baixa renda. Assim, fica evidente como as políticas segregacionistas ainda são uma realidade preocupante.
Sendo assim, é visível que o racismo se tornou institucionalizado devido aos erros do passado, fazendo com que as instituições estatais naturalmente segreguem e reprimam os afrodescendentes. Portanto, é necessário que ONGs ofereçam programas de reinserção da população negra na sociedade, financiando a escolarização por meio de doações para essa camada atualmente marginalizada. Assim, é esperado que essas pessoas tenham mais segurança e oportunidades profissionais em seu cotidiano, e que, posteriormente, a visão segregacionista ainda presente na sociedade, seja superada e deixada apenas no passado. Afinal, enquanto a política de encarceramento não parar de olhar para a juventude negra, essa camada nunca terá uma vida digna.