Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/07/2020
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a persistência da violência policial contra os negros, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Assim, problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela falta de amor ao próximo, seja pela valorização sobre os negros. Nesse sentindo, as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade devem analisadas.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que no Brasil, a falta de amor ao próximo e o racismo rompem essa harmonia. Tendo em vista que os casos de violência vem aumentando cada vez mais. De acordo com os dados da ONU, entre 2007 e 2017, mais de 400.000 afro-brasileiros foram mortos sob violência policial, disputas entre gangues, mas acima de tudo, vítimas de discriminação racial histórica e racismo estrutural no Brasil.
Outrossim, destaca-se a falta de valorização sobre eles como impulsionador do problema. Os negros sempre tiveram uma grande importância nos setores do Brasil, como a economia, a cultura, a religião, as artes, a política e tantos outros, no entanto, o racismo ainda é presente. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que não é somente no Brasil que o racismo e a violência contra o afro é presente. Logo, com isso, milhares de negros são mortos por ano mundialmente.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, a sociedade em si deve criar novos modos de apoio de acesso e leis protetivas para negros e afros de todas as classes, promovendo, assim, a segurança. Logo o ministério da educação (MEC), deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam a valorização e o combate contra a violência, a fim de que tecidos sociais se desprenda de certos tabus para que não vivam a realidade das sombras, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas.