Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 16/07/2020

A brutalidade do uso excessivo da força policial contra negros é frequente nos países do continente Americano, principalmente nos Estados Unidos e no Brasil. O preconceito racial faz parte da estrutura da sociedade, sem dúvidas, sua principal raiz é a escravidão. Diante desse fato, aproximar as realidades dos negros e brancos continua sendo um enorme desafio. Com o objetivo de amenizar o problema foram criadas políticas que visam combater a desigualdade social dos negros, uma delas é a lei que criminaliza a discriminação por raça.

Em primeiro plano, o abuso de autoridade, que é empregado por vários policiais, tem com o intuito de repreender de forma truculenta e, muitas vezes, sem a averiguação de delitos. No primeiro semestre de 2019, 80% das mortes policiais do estado do Rio de Janeiro foram de negros e pardos. Ainda é válido ressaltar a estereotipação da mídia em relação aos personagens afrodescendentes, que estão, na maioria das vezes, ocupando papéis de bandidos, favelados, domésticas e etc. Esse fato demonstra bem o racismo no Brasil, apresentado pelas menores oportunidades que os negros possuem em relação aos brancos, isso em todos os setores, como educação, segurança e saúde.

Além disso, a Constituição – por meio do artigo 144 – afirma que o papel da segurança pública é promover a manutenção da ordem pública de acordo com os interesses do Estado. Um caso que gerou comoção nacional foi a morte do menino Eduardo de Jesus, baleado na porta de casa enquanto ocorria uma operação no morro do Complexo do Alemão. Nesse sentido, aqueles que contrariam seus objetivos são tratados como possíveis inimigos a serem combatidos, mesmo que isso resulte na vida de inocentes.

São visíveis os avanços ocorridos devido às políticas que pretendem promover a igualdade racial. Porém, ainda fica evidente a necessidade ampliação de medidas ao combate à desigualdade, fica perceptível, portanto, a necessidade de mudar a postura da polícia em diferentes contextos. Assim, é viável reformular o modo que esses agentes são treinados para o cumprimento de ordens o acompanhamento psicológico, educacional desses profissionais e a denúncia de brutalidades, inibindo o abuso de poder e as manifestações de violência incorporadas em seus ideais. Além dos projetos já em vigor, o governo deve investir no ensino fundamental público, no qual a maioria dos alunos é negra. As escolas e a mídia devem conscientizar as pessoas sobre a igualdade entre as raças, a fim de promover a integração das minorias à sociedade.